sábado, 26 de dezembro de 2009

Diarios de um romântico


Aquelas lembranças em Carisbrooke,
Parecia-me a frente dos olhos,
Como se estivesse no passado e no presente,
Em um sonho bem real.

Pessoas da classe alta,
Trajadas de tecidos e modelos finos.
Sorrisos e abraços por todos os lados,
Como a muito tempo não via.

Eis que entra em cena a mais bela de todas as mulheres.
A música parou, não sentia mais minha respiração.
Ela estava linda. Tão bela como nos tempos de princesa.
Mas é de se compreender, só se passaram alguns séculos.

Assim que ela saiu de minha vista, o relogio voltar andar.
O estranho é que ninguem percebera o que tinha se passado.
Todos com seus copos, e sorrisos estampados na face,
Alguns de mãos dadas, e outros com poses pra recordações.

Encostei em uma parede, e, fiquei refletindo sobre o que acabara de acontecer.
Nunca acreditei em coincidencia.
Existiria algum motivo pra estarmos no mesmo lugar?
Existiria algum motivo pra eu ser o unico a ficar perplexo com tal beleza?
Existiria algum motivo pra me trazer lembranças de epocas tão antigas? Das aventuras nas torres altas, das fugas para as florestas longiquas.
E, existiria algum motivo pra não conseguir parar de pensar nela?

Andando por entre os convidados, comprimentei e conversei com alguns amigos e conhecidos,
Mas não conseguia tirar ela da cabeça.
Voltei pra minha mesa, onde todos estavam as gargalhadas,
Um pouco alterados pela bebida, e por contos e estórias engraçadas,

Foi então que percebi.
A bela mulher estava em uma mesa do outro lado do salão.
Com seus familiares, e, alguem que suspeitei acompanha-la.

Naquela noite não tive coragem de ir ao seu encontro.
Segundo boatos, ela estava mesmo acompanhada,
Então, preferi não arriscar.
Pois, algo me dizia que iriamos nos encontrar de novo.
E na proxima vez, poderá ser que a sorte esteja ao meu lado.

Nos despedimos com uma troca de olhares, e um sorriso.
Pra um romântico,
Inesquecivel.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Eu odeio


Eu odeio.
Odeio quando você chega com aquele andar, que me convence que parasse caminhar pelas nuvens,
Odeio quando você me olha querendo dizer "é você!"
Odeio aquele seu sorriso simpático e alegre,
Odeio seu perfume de doçura e delicadeza,
Odeio a melodia perfeita do som da sua voz,
Odeio esse seu jeito angelical.

Eu odeio.
Odeio o seu incrível gosto musical,
Odeio seus fantásticos escritores favoritos,
Odeio sua marcante personalidade.

Eu odeio.
Odeio estar ao seu lado,
E também odeio estar longe de ti.

Te odiei no passado,
Te odeio no presente,
E provavelmente te odiarei no futuro.

Te odeio tanto,
Que estou começando a desconfiar de que é amor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Olhos no céu

Nuvens pensantes de todas as formas,
Eram todos os anjos cobertos de pureza,
Pescando as estrelas, do alto do mundo,
Onde o céu não tem limite,
Onde o coração levita dentro do peito,
Onde a paz da sinfonia celeste deixa tudo mais belo.

Do barco à vela, via-se o concerto,
O maestro era feito de luzes,
E as notas tão simples e amenas,
Parecia vir de nossas próprias mentes.

A chuva de fogo das pedras encantadas,
Deixou seus rastros no horizonte,
No teatro das almas dançantes,
Do sorriso, e do amor.

Um sonho de um homem - das eras passadas,
Do romantismo, dos campos e montanhas,
De um filme, em plena realidade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A amável loucura

Se alguem lhe desse um convite a loucura, vc aceitaria?
A loucura de que falo não é a instantânea, a provocada por aluninógenos, é uma loucura "natural". Entendo loucura por, misturar o real com o imaginário. Deve ser fantástico fazer tudo o que sempre quiz, em um mundo só seu.
Viajar na memória tão profudamente que parece que seu passado volta ao presente, e tudo a sua volta cria vida. As vezes pode dar medo, ou muita alegria. Mas, não é real.
Aí está, a questão da realidade, até que ponto posso saber o que é real? O que é percebido pelos nossos sentidos? Não, o oxigênio que é essencial na nossa vida, e nos passa despercebidos, mas mesmo sabemos que é real.
O que há entre o real e o imaginário? São tantas perguntas que não consigo responder. O bom da imaginação, é a liberdade, as idéias soltas no ar, só esperando você usa-las. Bom para poetas, escritores, ou romanticos em uma cena favoravel.
Talvez seja facil saber a distância da realidade e da imaginação, que tal perguntarmos a um louco? Ele se sentiria "nos ares" ao responder. - Esse trocadilho foi realmente tosco - Mas a loucura tem lá suas coisas boas sim. O convívio social, perda da timidez, idéias novas, e até geniais. Posso dizer que a loucura é o meu limite.
Confesso que vivo um pouco "no mundo da lua".
Meu mundo imaginário é tão proximo do real, que as vezes me pego falando sozinho. Acho que todos tem um pouco desse lado "louco", não é?
Já ouvi teorias de que seus pensamentos vão pra algum lugar do tempo e espaço, e por lá ficam, até você querer que ser tornem realidade. Outras teorias dizem tudo que você pensa, tudo, sem excessão, o "universo" cria. Logo estes querem que sejamos otimistas, pois bons pensamentos trará coisas boas. Mas na prática, não é bem assim. Existem decepções, e coisas ruins. E as vezes ficamos naquele jogo de "e agora, o que eu faço?"
Os sábios e experientes, dizem que nunca devemos desistir, pois não ha obstaculo que nos tire à vitória.

A loucura, pra mim é um universo paralelo, onde estou e não estou ao mesmo tempo. Seria engraçado dizer isso aos fisicos clássicos. Mas quem me prova que eles também não eram loucos? Vai saber.
Confesso que já tive oportunidade de experimentar essa loucura instantânea tão divulgada hoje em dia, mas não a quiz. Talvez por medo, ou por ir contra meus principios sobre a saúde, simplesmente nunca quiz. Não posso condenar que faz uso dela. Talvez queiram chegar ao meu mesmo mundo imaginário que chego, mesmo acordado.
Um louco é ator e espectador da próprio vida. E na verdade, é muito louco pensar nisso.

Mas, é bom ser normal de vez enquando.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Lua e a essência

És belo o som das pétalas,
Perfumadas são as pedras,
Que nunca notais.
Pode ser sincero um sopro de alegria,
Tirando da tarde que viria,
Encontrar seus olhos nos cocais.

Nunca a Lua parecera tão bela,
Cor de ouro, amarela,
Assim como as velas no jantar.
E quem, afinal, não gostaria,
Em realidade ou fantasia,
Sentir o prazer de amar?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

No tocante ao ego

As vezes precisamos estimar que somos pessoas "vivas". Do mais baixo desânimo ao nariz empinado, basta alguns bons pensamentos. O ser humano como um ser em constante mudança, sente atração e é movido, na maioria das vezes, pelos acontecimentos, algumas pessoas não tão confiantes de si, variam o humor, e assim, seus dias são extremos, melhores ou piores.
Esse sentimento de insegurança, nos torna vulneráveis. Para mudar isso, temos que tentar ser pessoas melhores e mais completas.
Algumas pessoas procuram a religião, outras a filosofia, outras ainda a musica, e alguns tentam todas as coisas. Atrás de sentir-se melhor, a pessoas que tentam o caminho da solidariedade, bondade, e humildade. Outras tentam o caminho individualista, e querem ser merecedor de sua própria consquista.
Qual é o caminho certo? Não sei responder.
Mas acho que o que te faz bem, porque, no tocante ao ego, a vida é sua, e é você que terá q conviver com sua própria consciência.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A causalidade constante


Se algo acontece, o efeito precisa necessariamente de uma causa? Esta causa esta contida diretamente no efeito? E esta causa, pra este efeito, é eterno e imutável?
Ultimamente andei estudando sobre lei da causalidade, e o conceito que achei mais viavel, e justo, foi que pra cada efeito, visto ou percebido pelos nossos sentidos, existiria uma causa proporcional. Pois acho muito vago depositar toda essa inteligência e perfeição dos acontecimentos, ao simples acaso.
Mas partindo do pressuposto que exista uma causa e efeito para tudo, podemos acreditar que exista algo produtor de um mesmo efeito em uma determinada causa? E esse efeito é e sempre será o mesmo?
Por exemplo: Em um jogo de bilhar, a bola branca bate na bola azul, movimentando-a a direita, no objetivo acerta-la no buraco. Podemos dizer que sempre que a bola branca bater na azul, ela a movimentará a direita? Não, pois este é um sistema caótico de causa e efeito. Mas, podemos dizer que a causa da bola azul se movimentar, não é provocada primeiramente pela bola branca, mas sim por quem movimenta a bola branca, sendo este a causa primeira.
E, mesmo que suponhamos, que quem movimenta a bola branca, sempre haja com o mesma força e intensidade, o efeito na bola azul pode ser o mesmo em todos os casos: ir a direita.
Mas veja bem, eu disse que o movimento da bola azul "pode" ser o mesmo sempre, mas não é um dever, uma regra.
Costumamos definir e colocar termos e regras em tudo que percebemos ser causa de um efeito presente. Mas ignoramos o fato de todas as coisas co-agirem em certo tempo e espaço, sofrendo depreciação, e assim, as vezes, se deformando, alterando o fim que, até agora, era unico e indiscutivel.
Por isso devemos pensar que o que os efeitos que vemos hoje, está em uma causalidade constante, mais tem o potencial de mudar a qualquer momento.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

E as razões do amor?


Eu amo como ama o amor.
O amor como ama as razões, não entende porque ama.
A razão porque não ama, não entende o amor que a ama.
E o amor que ama por amar, jamais será amado.

O amor quando se entrega a paixão, se entrega a loucura, ao desejo.
A paixão quando vê o amor, maliciosamente o induz aos extremos.
Viver ou morrer por amor?
A paixão controla as cordas do marionete.

E quem controla a paixão?
Quem não ama. Ou, quem a ama a razão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Eu te amo

Eu te amo,
Sorridente saltava dos céus.
Me diga onde vai, tempestade!
Em que coração arde a saudade?
Que se vão as nuvens,
Para estrelas brilharem,
Só assim ve-las poderei,
E só assim confiarei,
Em meu amor por ti.

Eu te amo,
Deixar escritos aos próximos,
Que talvez um dia se surpreendão,
Ao perceber que existiram os que,
Aproveitam a vida em sua plenitude.

Eu te amo,
E pra sempre vou te amar.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vai la Freud, explica!


Sempre tentava-o enforcar, não deixar viver as coisas que me deixavam confuso; e por instantes, até conseguia parar.
Mas era só a causa novamente aparecer para que voltasse tudo ao que era antes.
Tenho sonhos estranhos, mas por vezes, felizes, e por isso fico completamente perdido em mim mesmo.
Ser o que não sou implicaria na fuga de um carater, porém, talvez faria-me parecer uma pessoa mais simpática.
Exite um jogo, onde nem sempre o melhor vence. Na verdade, não existe lógica, pois em dado momento o ser que age estratégicamente, passa a agir por impulsos, a força das paixões, do sentimento. Disto, ainda não consigo entender. E talvez nunca entenda.
Como romântico, não consigo simplesmente "desligar-me" dela. As vezes acho que nem quero fazer isso. Se eu conseguisse controlar meus desejos, e agir baseado na razão, concerteza conseguiria ter relacionamentos melhores comigo mesmo, e com outras pessoas.
Mas, quanto a ela, o que posso fazer com esse sentimento que me deixar inseguro, ansioso, feliz e corajoso? Esperar que ele se desfaça ou que cresça por si mesmo. Isso sem poder fazer nada, sendo um espectador da minha própria vida.
Por que fico pensando nessas coisas? Boa pergunta! Acho que é uma questões que implica na minha ideia de ser perfeito.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

As aparências, as vezes...


Sobiam aos céus como seres animalescos,
Ninguem sabe de onde vem tanto poder,
Voavam sobre nossas cabeças,
Sobre nossos corações e espiritos.

Quem os deu a arte da batalha?
Conflito era só entre almas,
A razão matemática de um sentimento,
O piano não tocava mais.

Ainda o viam como seres grotescos,
Pedrificados ao amanhacer,
Tão impuros, e tão simpáticos,
Confusos por natureza.

Complexos, calculos e apenas um ponto,
Podem procurar e discutir,
Talvez achem o motivo de tão conto,
Não é sempre que se acha palavra certa.

Litros de pura diversão,
Kilometros separam as estações,
E andamos, e andamos,
Sempre com um sorriso instantaneo faceiro.

Como marionetes do tempo,
Querer e poder parecem tao distantes,
Joguinhos de conquista,
Sobre nossos corações e espiritos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vivendo as entrelinhas


Hoje ainda vemos,
Estrelas cantarolando,
Lindas no céu,
Em meio ao véu,
Neste romance perfeito.

Com elas estão,
As melhores lembranças,
Roubadas de um coração,
Libertando pura emoção,
Amando só por amar.

Ele lembrava,
Ultimas horas antes da aurora,
Todos os planos que fizera.
Ele lembrava,
Ansioso pelo reencontro,
Magia dos platônicos,
Ouvindo o futuro.

sábado, 24 de outubro de 2009

Sombras no pensamento

Não consigo me ver como "mais um". Parece-me uma vontade, ou razão inata, me sentir melhor que os outros, ou pelo menos achar que sou melhor que os outros; e isso me deixa inseguro. Inseguro na idéia de que partimos de um principio comum. Fomos "criados de uma mesma fornada", e por isso todos podem ter as mesmas qualidades e defeitos, e a passividade de erros e acertos que eu tenho.
Não é justo eu ser melhor que ninguém. Mas isso é um sentimento, que não sei quando surgiu, mas a pouco tempo percebi tê-lo em meio as minhas comunicações sociais.
Não vejo humildade como virtude.
Acho que ela não me levaria a lugar algum.
Penso sim, em projetos comunitarios, já que o mundo está tão desigual, por quê não ajudar os nessecitados?
Mas ajudar em que sentido? Na subsistência? Ou na "comida, diversão e arte"?
Até que ponto o Estado é responsável pelos "mortos-vivos farejadores de alimento nos lixos"?

Acho que coloco esta questão em um dos ultimos lugares nas minhas idéias para melhorar o mundo.
Na minha opinião, cada pessoa deve procurar melhorar sua situação, seja finaceira, profissional, pessoal, etc. E vai do ser humano, individual. Então nao tomo as dores dos outros.
Tento me preocupar com coisas maiores.
O Estado tem mesmo que ser tao burocrático? Pra que tantos impostos?
Questões com inumeros pontos de vistas, e que sempre irão existir.

Estas idéias partem de homens, inteligentes ou ignorantes, mas homens. O ser humano sendo um complexo de teorias e conceitos que sobem e descem variando com seu humor e sentimentos, é uma bomba de emoções sem certeza alguma. Logo, nunca podemos afirmar que o mundo será melhor daqui pra frente, o mundo pode ser melhor hoje, até que os homens do poder tomem mais um pouco da bebida chamada indiferença.

sábado, 17 de outubro de 2009

"Pagando" de músico


Para relaxar, e fugir um pouco dos assuntos do cotidiano, nada melhor que ouvir uma boa música.
Neste post, quero mostrar algo diferente, mostrar que eu posso ser um péssimo bom compositor.
Entre os artigos e poesias, escrevi também algumas músicas, e hoje tomei coragem para posta-las. E aqui estão:

Sentiremos esse som

O mundo viaja num só rumo,
Quando as estrelas desviam do seu olhar,
Parece um sonho tão bonito,
Quando as vozes do infinito,
Sentem o seu andar.
Aqueles ventos que sopram,
Um tornado irá buscar você aonde estiver,
E quando acordar não se assuste,
você é tão bela, uma mulher.

O medo te encontra,
Você fica sem resposta
Esperando um futuro acontecer,
Quando não se sonha,
Respiramos nossos pulsos,
Aprendemos a viver,

Refrão:

Pelas nuvens você volta,
Ilusão acorda
de um sono bom,
Em meus braços um segundo,
O Amor é mais que tudo,
E sempre sentiremos esse som.

A sombra das pedras,
Não te deixam navegar,
Reconhecendo aquela lótus,
Seu perfume está no ar.
Um baile de máscaras,
Anjos e demônios,
Olhares ecoaram,
E tentaram te acordar, mais uma Vez.

Repete o refrão:

Pelas nuvens você volta,
Ilusão acorda
de um sono bom,
Em meus braços um segundo,
O Amor é mais que tudo,
E sempre sentiremos esse som.

E sempre sentiremos esse som...

Composição: Gui Dutra
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Lendas da memória

Como se pudesse contar o tempo,
Sentir prazer neste momento,
Saudade não me controla mais,
Sua imagem refletida no luar.

O silêncio do meu coração,
Traz o som do teu olhar,
Sintilante como aurora,
Vem ao céu como o sol brilhar.

Refrão:

Lendas na memória,
Sonhos de verão,
Essência das rosas,
Marcadas em meu coração.

Perto das estrelas,
Encontramos o amor,
Sempre que sentir esse calor,
Carpe Diem!

Repete o refrão:

Lendas na memória,
Sonhos de verão,
Essência das rosas,
Marcadas em meu coração.

Composição: Gui Dutra/ Jonatas Martins (Kevin)
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Caminho das estrelas

Fuja,
Corra das sombras, ilusão,
A verdade,
Está na próxima estação.
Tenha medo dos seus sonhos,
Mas não deixe a visão,
Pensamentos ao acaso,
Levar seu violão.

Lembre,
O som dos galhos secos,
A História pelo avesso,
Como manda a canção.
Reconhecendo,
As estátuas no porão,
E as palavras ditas,
Não foram em vão.

Refrão:

Escolha,
O caminho das estrelas,
Em rara beleza,
Encontrei meu coração...

Composição: Gui Dutra
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Descobrindo o Amor

Andando sozinha,
As folhas secas pelo chão,
Um horizonte cabisbaixo,
Assim começo a canção,
O seu passeio, no seu mundo,
Olhando só, o coração,
À sombra, naquela torre,
Congelando no verão.

Eles acham que entendem,
Refletindo o seu olhar,
E quase sempre fingem,
Mas só Deus pra adivinhar.
Ninguem sabe de onde vem,
o que é dificil acostumar,
Sentir-se preso à alguém,
Estando livre pra sonhar.

Paixão em desvaneio,
Louco,descontrolado,
Conto os segundos,
Só pra te ter ao meu lado.

Um humano no universo,
Sentindo o sabor,
Intercalando esses versos,
Descobrindo o amor.

Composição: Gui Dutra

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Breve discurso sobre o Amor


O sentimento que nos leva da felicidade à tristeza em questão de segundos.
Que podem nos tornar assassinos, rebeldes, suicidas ou poetas.
Que é mais que um carinho efetivo.
Que compõe a idealização do ser perfeito.
Da paz consigo mesmo. Da realização completa.
É o amor.

Mas, longe das utopias à cerca deste sentimento, encontramos inumeros conceitos.
O amor é algo abstrato, não se pode descrevê-lo. Pode-se apenas tentar explica-lo em forma de arte: Música, literatura, teatro...
Este sentimento, como todos os outros, baseia-se em pura emoção, e portanto, é muito dificil de controla-lo. Com os passar dos anos, no começo da fase adulta, começamos a compreender todo o paradoxo que é o amor.
Em suma, amar é quando se sente prazer em viver, em estar feliz, estar realizado; ou sentir prazer em fazer outra pessoa feliz.
O amor não exige que exista sentimentos recíprocos, seres humanos amam pelo simples prazer de amar.
Mas como é a parte "instavel" da nossa personalidade, é comum confundir o amor com amizade, paixão ou libido.

Quando se ama uma pessoa, não se ama ela em si, pois o ser humano sempre está em complexa mudança, mas, se cria uma imagem, um ideal de um ser perfeito. Portanto,quando se ama alguem, não se ama exatamente a pessoa, mas a você mesmo.
Somos egoistas por natureza, e uma pesosoa egoista não é necessariamente uma pessoa má.
Por isso vimos pessoas que precisam estar com alguem, precisam dizer que as amam, e que as vezes pensamos que seja um relacionamento perfeito, mas na verdade só estão precisando amar-se a si mesmo.

Isso nos remete a questões antropofrágicas, mas, como dizemos modernos: "É papo pra muito chop!"

Em síntese, o amor é inexplicavel. É ele o que motiva os conflitos entre a paz e guerra do ser humano, e do mundo.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Sol e a Lua



Que a Lua salte com o Sol nascente,
Clareando a exautação,
Que as folhas pairem derrepente,
Surpreendidas com a celebração.

Que espaço volte no tempo,
Com aqueles olhos risonhos,
Que nas águas passem o vento,
É por lá o caminho dos sonhos.

Que nossa balada frequente,
Anime seu coração,
Que aconteça em minha mente,
O que me faz sentir tal paixão.

Que encontremos o amor,
Que nosso eterno calor,
Seja pra sempre, assim.

Quando o ser humano cai em si


Atrás das palavras não ditas,
Dos encontros que não aconteceram,
Dos sentimentos que são alimentados por insegurança e ansiedade,
À uma vontade.
Será esta vontade capaz de mudar tudo a sua volta?
Será que sonhar faz bem, ou só te deixa mais vulnerável?
E o medo de fazer tudo errado outra vez.

Essas coisas embaralhadas são colocadas no nosso dia-dia, sem percebermos.
E talvez também nem tenhamos que percebê-las, são como gotas d'água num oceano, as vezes podem te refrescar num dia de sol e céu limpo, ou te trazer "Tsunami's", não dá pra adivinhar.

O otimismo é utopia. Não dá pra acreditar n'aquilo que não se vê.
Pode-se acreditar, talvez, mas, com que segurança?
E o pessimismo? É baseado na realidade, e por isso, tem que ser melhor que o outro?
Estou fazendo tantas perguntas, que nem posso chamar isso aqui de artigo, e muito menos de dissertação.
As vezes faço tantas coisas sem pensar. E as vezes penso muito pra fazer outras.
Sou algo complexo dentro de uma mente jovem.

Não entendo nada de politica, mas quando o assunto é esse, estou sempre pronto pra discutir. As palavras fluem, não sei da onde vem, talvez seja o lado da minha mente que faz parte do senso comum. Ou não.

Eu sou louco? Já me fiz essa pergunta várias vezes.
Sou estúpido, literalmente.
Sou romântico. Na maioria das vezes, um "platônico".
Sou poeta. Todos somos, só precisamos escrever palavras embaralhadas, e dizer que faz algum sentido.
Sou músico. E graças as notas, consigo me desligar um pouco desse mundo. Destrair-me, esquecer tudo, por alguns momentos.

Não sei se perceberam, mas mudei a idéia, o foco deste texto, várias e várias vezes.
É isso que sou, um ser humano em complexa mudança, aprendendo coisas novas e desistindo das antigas, todos os dias.

Ultimamente, percebi algo estranho, não preciso conversar com alguem, ou ler, ou ouvir alguma noticia via comunicação social, para me acrescentar conhecimento. É estranho, pois sinto que estou pensando comigo mesmo, e as vozes, a voz da minha mente, não sei explicar, me dá as respostas que preciso. Ou quando ainda fico em dúvida, escrevo um artigo desses e posto em meu blog.

Desculpe, amigos, por publicar um texto tão "sem sentido", é que acho que só precisava desabafar.
Prometo que de agora em diante, os textos serão mais claros e objetivos, mais restritos aos assuntos de Filosofia, Psicologia, Religião e Politica, e por que não, Poesia, que foi o que me trouxe até aqui.

Agradeço a vocês. Até a próxima.

sábado, 12 de setembro de 2009

O assassinato de Raul Seixas


Nunca tinha parado pra pensar como seria o fim de um imortal. Até descobrir a verdadeira história de um rei.
Aclamado por todos, um difusor de idéias que, as vezes, eram liberais demais. O pai do rock brasileiro, um filósofo e músico excepcional, um aparente "profeta", pois sua palavras ultrapassaram gerações.
Seu nome: Raul dos Santos Seixas, Raul Seixas, Raulzito, o Maluco Beleza.
Desde os anos setenta, é visto por muitos como um líder, um herói, um Deus.
Mas, tragicamente, sua história chegara ao fim.
Quem mataria um Deus?
Aí está uma questão que não faz muito sentido. Então perguntaremos: O que mata um Deus? E então veremos que o único modo de tal coisa acontecer é vindo de dentro.
Nosso amigo, líder de legiões, era alcoolátra, e morreu por sua fraqueza.
Liberal extremista, lançou um grande sucesso, a "Sociedade Alternativa", que o próprio nome já diz seu propósito.
Em épocas ditatoriais, a censura o fez alterar várias de suas músicas, mais isso não o fez parar.
"Então, em vinte e um de agosto de mil novecentos e oitenta e nove, morreu em sua casa, vítima de uma parada cardíaca, agravada pelo seu alcoolismo; e por ser diabético, e não ter tomado insulina na noite anterior, teve uma pancreatite aguda fulminante (fonte: Wikipedia)."
Raul nos ensinou muito, com toda sua filosofia e as vezes, até sartírica, vista do mundo e da vida. Ele mesmo dizia que sua dialética era o "Raulseixismo".
Este ano completam vinte anos da sua morte, e por aí vimos várias homenagens a ele. E que aqui deixo a minha, terminando esse singelo artigo, com uma das músicasque fizeram maior sucesso na sua carreira, e na minha humilde opinião é uma das melhores: Ouro de tolo

Ouro de tolo
Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ah, Terra de Santa Cruz

Um erudito complicado,
Mas com mesmo significado,
No governo, alguns ladrões,
E outros nas prisões.

Já não surpeendem mais ninguém,
Ainda que somos reféns,
De uma retórica ímpar.

Escândalos e corrupções,
Revoltas em todas as regiões,
A política inocente,
Num país decadente,

A ponto de uma guerra civil,
Enfim nos eixos,
Colocaremos nosso Brasil!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Guerra dos espelhos: a diferença dos iguais


As pessoas vêm e vão.
Passam em nossas vidas como se estivessem em um elevador de um prédio qualquer, digo qualquer, pois estamos acostumados a ver a vida de outros como se estivéssemos assistindo um filme, as vezes uma comédia, tragédia ou suspense.
Estamos tão acostumados com as pessoas, que muitas vezes não percebemos que convivemos com elas, e que, com uma pequena e conflita síntese de idéias pré-estabelecidas sobre seres humanos, podemos concluir que somos diferentes um dos outros, cada ser tem toda uma vida, e tem planos para continuá-la; cada um pensa de um jeito sobre política, religião, ciência, e etc.
Assim, se pararmos pra pensar que cada ser tem uma história, que querendo ou não, é cheia de impressões do cotidiano, como: o tempo, a temperatura, os animais, as flores e as próprias pessoas, entenderíamos porque à reações tão diferentes entre seres, à primeira vista, parecidos, nas mesmas situações. Entenderíamos, talvez, a mente de psicopatas, assassinos, estupradores, que, em minha opinião, são considerados erroneamente, pelas autoridades, como marginais, ao invés de doentes mentais.
Mas voltando ao assunto que falávamos no começo – e não menos importante -, muitas vezes nos desentendemos com pessoas que nos são caras, pelo stress, nervosismo imaturo e infantil, e como se não bastasse, é raro admitir a falha, quando estamos errados.
Se eu pudesse deixar um conselho, seria:
“Olhe para o outro como olha para um espelho, e veja seus erros e acertos, meça-os, critique-os construtivamente, e sempre deixe uma questão no ar. A busca pelo desconhecido é intrigante, e nunca tem fim.”

domingo, 24 de maio de 2009

Crítica à Sociedade Contemporânea: Liberdade de expressão ou bom senso intelectual?


Hoje em dia podemos ver, sem sombra de dúvida, toda capacidade que o ser humano tem de se expressar, seja em forma de dança, música, teatro, e os vários estilos artisticos descobertos em nosso tempo.
Podemos dizer à todos do que gostamos, e do que não gostamos, do que vimos, e do que vivemos, tudo isso graças à Liberdade de expressão.
Em épocas ditatoriais, foram censurados todos os modos de exibição de imagens que prejudicassem ou que fosse contra o regime de quem estava no poder. Mas movidos por liberdade, e força de expressão, os mais, na minha humilde opinião, inteligentes escritores e compositores da época, escreviam músicas que iam além da inteligência militar, chegando até nós.
Como eu não era vivo nesta época, ouço relatos e estórias dos meus pais, avós, e professores, e vejo o quão foi importante esse Movimento Tropicalista, na história de nosso país, e na força de expressão humana.
Poder-se-ia dizer que seria perfeito, se continuassemos "embalados" por tal inteligência. Mas como o próprio nome já diz, "Liberdade de expressão", em sentido amplo e eclético, significa que temos por toda parte, diversos estilos de vida, e de arte.
O que sinceramente me preocupa, é que homem perdeu o medo, ou receio do "vulgar", e que quando se fala explícitamente sobre sexo, drogas e violência, as pessoas nem se chocam ou se comovem mais, virou rotina o jovem da sua rua morrer em um acidente de moto, ou por dever drogas à traficantes. Mas não esse exatemente o assunto que quero tratar neste texto, minha idéia aqui é levantar perguntas que me faço sempre quando ligo o rádio ou a televisão pela manhã.

Como meu filho ser tornaria um homem melhor, inteligente e com dicernimento crítico? Ele ouviria Chico Buarque ou Taty Quebra- barraco?
Não tenho nada contra à arte própriamente dita que deles são feitas, eles estão usando à inteligência que é própria de seu meio, de seu cotidiano, para elaborar suas músicas, e viver como acham melhor.
Me preocupa que, nossas crianças ainda não tem consciência do certo e do errado, e que quando vão ao colégio, saem as ruas, ou ligam os aparelhos de comunicação, ouvem certos palavreados que à tempos atrás, eram tidos como "de baixo calão".

Escrevi este texto, por algo que presenciei alguns dias atrás. Vi uma criança, uma menina, que aparentava ter cerca cinco anos de idade, dançando o mais novo "hit do momento", a música "Créu", e o seu pai, ao lado, aplaudindo-a.
Não quero julgar a metodologia de ensino e educação dáda pelos pais, em qualquer nivel social, mesmo porque ainda tenho dezoito anos, e não sei como é criar um filho. Porém imagino que eles se tornariam homens melhores, ouvindo músicas
e vendo livros e pessoas inteligentes.

Resolvi dar o titúlo de "Crìtica à Sociedade Contemporânea: Liberdade de expressão ou bom senso intelectual", a este artigo, porque, infelizmente, hoje em dia, expressar-se com inteligência, é uma virtude para poucos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Minha Dama do Violino


Caminhava sorridente,
Sentindo o som das flores,
E, serenamente,
Entoava à canção de amores,

Entrando no compasso,
Dando asas à imaginação,
Encontrando seus passos,
Tenho-lhe-a em meu coração.

Simpática amizade,
Sincera paixão,
Eterna felicidade,
Recitava à emoção.

Meu anjo,
Minha vida,
Meu amor.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Poema de um coração


Altas as montanhas frias do verão,
No horizonte radiante a paz emanece,
Pássaros no céu transparece,
Felicidade de uma paixão.

Com o raiar do sol à despertar,
Doce aurora em sabor,
Lembro de ti, meu amor,
Flutuando como nuvens no ar.

Olhos alegres da razão,
Beleza em ti floresce,
Natureza resplandece,
Sorrindo simpática emoção.

Acordado começo a sonhar,
Jogo medos no ventilador,
E quando o Sol se pôr,
É contigo que quero estar.

domingo, 26 de abril de 2009

Tempos em mudanças



O tempo realmente é algo fantástico,
Podemos saber onde da História nos encontramos,
Saber em que época viveram nossos antepassados,
E quais eram as leis antes de virmos pra esse mundo.

Anciosamente o relógio caminha devagar,
Ao mesmo tempo que ele corre em instantes apaixonados,
O tempo é imprevisivel,
Por mais que os homens tentem,
O futuro nunca aconteceu, e nunca acontecerá.

A liberdade nos deixa eufóricos,
Perdidos no espaço, e no tempo,
-" Mundo Moderno quebra as regras.
Mundo Clássico, viviasse a plenitude."

Viver à moda antiga,
Séculos resumem conceitos e idéias,
Por tras de tantos livros,
Eram os mesmos homens.

Egocentrismo aumenta,
Humanismo distorcido,
Deus faz parte dos Santos,
É mais um "humano" entre nós.

Igreja faz leis universais,
Coragem de fazer-se criador,
Terra Média é passado,
Iluminismo nos libertou.
Mas ainda há pessoas que acreditam,
Que o senhor do vinho e óstia,
Faz todos os milagres.

Mas será que para isso,
Precisa ser Capitalista?
Realmente, já ´pensou no caso,
De todos os tetos das igrejas,
Caissem em cima dos fiéis?
Trágico nao?

E por favor né!
Eles também tem que ter "blogs",
E os deles, custam dinheiro,
Então para que pressiona-los tanto?

Vamos dar dinheiro para igreja sim!
Se seu vizinho passa necessidades,
Se seu filho não tem o que vestir para ir à escola,
Isso são problemas deles,
Vamos dar dinheiro à igreja!

Estamos em que Século mesmo?
Homens no espaço,
Clonagem, transplantes e cirurgias,
E a igreja fazendo milagres.

Mas não diga sobre o que eu disse,
Se eu fosse católico,
Poderia ser excomungado!

E depois de tudo,
O que temos a dizer do tempo?
Ele é relativo,
Em todos os aspectos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

"Escrituras"

Estava eu, revirando papeis e livros empoeirados, quando encontrei meus cadernos do colégio, cadernos de 4 anos atrás, e os folheando, encontrei algumas das minhas escrituras, que na verdade nem são "textos", são mais poemas, e jogadas de idéias. E achei algum desses textos legais (levando em conta que eu tinha 15 anos, no auge da minha fase "eu quero ser o cara!"). E venho escrendo de lá para cá, então tenho textos desde 2005 até hoje.
Aí está alguns dos textos (estão em ordem cronológica):

"Mesmo com esse tempo,
Olhando a chuva pela janela,
Quando sinto cheiro das flores,
Fecho os olhos e lembro de você,
Um anjo, que em meus sonhos,
Ilumina com seu sorriso,
Cada vez que me faz acordar feliz."

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"Naquela floresta escura,
Onde na madrugada,
Monstros levantavam,
Aos sons de sinos,
Dos quais ninguém nunca viam,
Apenas ouviam,
Apareciam entre a escuridão,
Uns com garras e dentes,
Outros com foices,
E outros até sem cabeça,
Não era real!
Meus olhos não estavam vendo aquilo!
Seria um pesadelo?

Antes mesmo de poder pensar,
Um barulho ecoou pelo breo,
Tentava parar minha respiração,
Mas mesmo assim,
Conseguia ouvir até meu coração acelerado.

Em um momento de coragem,
Levantei-me entre os mortos-vivos,
E quando já queria desistir,
Percebendo que eram muitos,
Surge do céu,
De um buraco negro em meio à tempestades,
Os cavaleiros de todos os tempos,
Os da Távola Redonda,
Os samurais, imperadores e camponeses,
Enfim a luta do bem contra o mal,
A guerra começou!

O mundo é dos estranhos,
Dos seres não pensantes,
Vivemos numa sociedade lesada,
Ninguém nunca para pra pensar,
Ninguém abre os olhos pra ver o sol nascer.

O mundo é dos fortes,
Primeiro você age, depois você pensa,
Está certo isto?
Para o mundo de hoje sim,
Mas à muitos "porques" nesta vida,
Como uma criança conhecendo o mundo,
Você se pergunta:
Quem sou eu?
Suas atitudes lhe respondem.
Ou ainda, "diga com quem andas, que te direi quem és!",
Talvez cada um, seja cada um,
E não acreditando em destino,
Sei que não estou aqui por passeio,
Então vamos viver, não é?
E entre felicidades e decepções,
Vamos descubrindo o porque da vida,
E todas as perguntas e respostas que ela nos da."

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"Quem sabe com o tempo,
Possa te esquecer,
Quem sabe com o tempo,
Não consiga viver,
Quem sabe com o tempo,
Você fará parte do meu passado,
Quem sabe com o tempo,
Você fará parte do meu futuro,
Quem sabe com o tempo,
Ou pelo menos na minha mente,
Você foi um sonho.
Quem sabe com o tempo,
Nunca te esquecerei,
Quem sabe com o tempo,
Sem você consiga viver,
O tempo está correndo,
Você pode alcançar,
Se quizer,
Mas, quem sabe com o tempo,
O futuro não exista,
Só um sabe se existirá nosso futuro,
E esse alguém não pode nem quer controlar nossa vida,
Ele nos deu a liberdade,
Para fazer o que bem entendermos,
"O que você planta, você colhe"
É bom saber disso!
Quem sabe com o tempo,
Mas será que exite tempo?
Talvez controle sua vida, ou não.
Ninguém é perfeito,
E é por isso que estamos aqui,
Para consertar o que fizemos de errado no passado.
O tempo, passou!
E agora?
Boa sorte!"

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"Se eu fosse um passarinho,
Daria a volta ao mundo,
Para te encontrar.
Se eu fosse um pescador,
Me afogaria no mar,
Só para você me salvar,
Anjo,
Por qual meu coração bate a cada luar."

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"Queria escrever uma poesia,
Mas não sei o que dizer,
Só sei falar que você é linda,
E sem você não sei viver.

Quando estou correndo,
A velocidade me emociona,
Penso em você,
O amor que me apaixona.

Quando dois corações se apaixonam,
Eles só pensam em se amar,
Quando apenas um se apaixona,
O outro quer-lhe conquistar."

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"Tenho-lhe-a como a perfeição.
A ti comparo a beleza do natural,
Como um crepúsculo sobre o oceano,
As estrelas, que muitas vezes são próprias constelações,
Nos alegram com seu brilho intenso e formidavel."

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"Lembrar-me de ti a toda vez que acordo,
Feliz me faz despertar pela aurora,
E agradecer os ventos,
Que mantém a saudade em nossos pensamentos."

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"Paixão,
Rara é a beleza que em ti existe,
Incandescente calor te igua-la as estrelas,
Sonhos,
Corações formam-se aos ventos,
Iluminando assim a vida;
Luares se movendo aos céus para dizer,
Amo-te."

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É, por enquanto são essas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Visto com os olhos

Pureza é um dom,
Tango à luz de velas,
Nobres nômades,
Um selvagem bom.

Descubrira o amor,
Entre flores tão belas,
Mas acreditando em Hades,
Indaga o criador.

Por que daste a razão?
Diferença mínima entre nós,
Vivíparos por natureza,
Coincidia coesão.

Burros egoístas!
Gritam almas entre vós,
Esqueceram da leveza,
Os bons artistas,

Gênesis e apocalipse,
Terra em eclipse,
Universo em expansão.

Humanidade evoluindo?
Social capitalismo?
Mundo em construção.

domingo, 22 de março de 2009

Culpa de quem?


Se empurravam, tentando se acomodar em um lugar apertado. Entre gente de todas as RAÇAS, podia-se ver crianças e idosos. Ouviam gritos e palavras de baixo calão sendo proferidas por seres que ainda pensavam, e as vezes, por quem nao queria mais pensar em nada, ou tentar entender o porque de tudo aquilo estar daquele jeito. E cada vez chegava mais gente, e mais palavrões, e em meio de tanta confusão e desorganização, só nos restava esperar.

Õnibus lotado? Não.
Um campo de futebol em uma partida clássica? Não também.
Uma fila de banco, ou lojas em promoção? Não.
É só, o hospital público.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Primavera

Nada como uma bela primavera no café da manhã,
A pétala doce e rosê,
O caule rude e amargo,
E o gosto do frio, lembrava você.

Nuvens no horizonte,
Riachos além da ponte,
Alma de romântico valente,
Sem medo de amar.

Não importa qual dos vidros faz teu espelho,
A timidez me deixa vermelho,
Cada vez que te deixo no ar.

Norte resplandescente, velha aurora,
De que vale o chá de outrora,
Sem tua suave e delicada presença,
Anjo, sentindo prazer de sonhar.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Se Deus quizer...



Se Deus quizer, terei meu carro no final do ano,
Se Deus quizer, não choverá neste sábado,
Se Deus quizer, aquele bandido morrerá,
Se Deus quizer, ficarei rico,
Mas, e se Deus quizesse que corressemos atrás do que queremos, ao invés de só pedir a ele? Porque, pensando bem, dificilmente "materializará" dinheiro em minha conta no banco. Mas se Deus quizer, terei dinheiro para viagem à praia.

Se Deus quizer...
Ele precisa querer?

Acho que nos prendemos a ideia de existir um poder superior.
Nos acostumamos a acreditar que exista um criador de tudo.
E partindo deste pressuposto, ele terá de ser praticamente perfeito, o "Übermacht", como Nietzsche diria.
E assim, sendo onisciente, onipotente e onipresente, também teria de ser precisamente bom.
Pelo que entendi, as pessoas dizem "Se Deus quizer...", ligadas a ideia de que Deus é bom, e tudo que ele quizer, será bom para elas. Até ai tudo bem, mas infelizmente as pessoas esquecem de que a materia não surge tudo do nada, e precisamos ir atrás do que desejamos e sonhamos.

Acho muito bom as pessoas terem fé, sonhar que podem e querem tudo de melhor, pois assim elas terão, mas não adianta só ter fé, precisam de força de vontade, e ir atrás dos sonhos.

- Se Deus quizer, esse emprego será meu, entregarei o currículo na segunda-feira!


Viveremos de sonhos... concretos!