sábado, 26 de dezembro de 2009

Diarios de um romântico


Aquelas lembranças em Carisbrooke,
Parecia-me a frente dos olhos,
Como se estivesse no passado e no presente,
Em um sonho bem real.

Pessoas da classe alta,
Trajadas de tecidos e modelos finos.
Sorrisos e abraços por todos os lados,
Como a muito tempo não via.

Eis que entra em cena a mais bela de todas as mulheres.
A música parou, não sentia mais minha respiração.
Ela estava linda. Tão bela como nos tempos de princesa.
Mas é de se compreender, só se passaram alguns séculos.

Assim que ela saiu de minha vista, o relogio voltar andar.
O estranho é que ninguem percebera o que tinha se passado.
Todos com seus copos, e sorrisos estampados na face,
Alguns de mãos dadas, e outros com poses pra recordações.

Encostei em uma parede, e, fiquei refletindo sobre o que acabara de acontecer.
Nunca acreditei em coincidencia.
Existiria algum motivo pra estarmos no mesmo lugar?
Existiria algum motivo pra eu ser o unico a ficar perplexo com tal beleza?
Existiria algum motivo pra me trazer lembranças de epocas tão antigas? Das aventuras nas torres altas, das fugas para as florestas longiquas.
E, existiria algum motivo pra não conseguir parar de pensar nela?

Andando por entre os convidados, comprimentei e conversei com alguns amigos e conhecidos,
Mas não conseguia tirar ela da cabeça.
Voltei pra minha mesa, onde todos estavam as gargalhadas,
Um pouco alterados pela bebida, e por contos e estórias engraçadas,

Foi então que percebi.
A bela mulher estava em uma mesa do outro lado do salão.
Com seus familiares, e, alguem que suspeitei acompanha-la.

Naquela noite não tive coragem de ir ao seu encontro.
Segundo boatos, ela estava mesmo acompanhada,
Então, preferi não arriscar.
Pois, algo me dizia que iriamos nos encontrar de novo.
E na proxima vez, poderá ser que a sorte esteja ao meu lado.

Nos despedimos com uma troca de olhares, e um sorriso.
Pra um romântico,
Inesquecivel.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Eu odeio


Eu odeio.
Odeio quando você chega com aquele andar, que me convence que parasse caminhar pelas nuvens,
Odeio quando você me olha querendo dizer "é você!"
Odeio aquele seu sorriso simpático e alegre,
Odeio seu perfume de doçura e delicadeza,
Odeio a melodia perfeita do som da sua voz,
Odeio esse seu jeito angelical.

Eu odeio.
Odeio o seu incrível gosto musical,
Odeio seus fantásticos escritores favoritos,
Odeio sua marcante personalidade.

Eu odeio.
Odeio estar ao seu lado,
E também odeio estar longe de ti.

Te odiei no passado,
Te odeio no presente,
E provavelmente te odiarei no futuro.

Te odeio tanto,
Que estou começando a desconfiar de que é amor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Olhos no céu

Nuvens pensantes de todas as formas,
Eram todos os anjos cobertos de pureza,
Pescando as estrelas, do alto do mundo,
Onde o céu não tem limite,
Onde o coração levita dentro do peito,
Onde a paz da sinfonia celeste deixa tudo mais belo.

Do barco à vela, via-se o concerto,
O maestro era feito de luzes,
E as notas tão simples e amenas,
Parecia vir de nossas próprias mentes.

A chuva de fogo das pedras encantadas,
Deixou seus rastros no horizonte,
No teatro das almas dançantes,
Do sorriso, e do amor.

Um sonho de um homem - das eras passadas,
Do romantismo, dos campos e montanhas,
De um filme, em plena realidade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A amável loucura

Se alguem lhe desse um convite a loucura, vc aceitaria?
A loucura de que falo não é a instantânea, a provocada por aluninógenos, é uma loucura "natural". Entendo loucura por, misturar o real com o imaginário. Deve ser fantástico fazer tudo o que sempre quiz, em um mundo só seu.
Viajar na memória tão profudamente que parece que seu passado volta ao presente, e tudo a sua volta cria vida. As vezes pode dar medo, ou muita alegria. Mas, não é real.
Aí está, a questão da realidade, até que ponto posso saber o que é real? O que é percebido pelos nossos sentidos? Não, o oxigênio que é essencial na nossa vida, e nos passa despercebidos, mas mesmo sabemos que é real.
O que há entre o real e o imaginário? São tantas perguntas que não consigo responder. O bom da imaginação, é a liberdade, as idéias soltas no ar, só esperando você usa-las. Bom para poetas, escritores, ou romanticos em uma cena favoravel.
Talvez seja facil saber a distância da realidade e da imaginação, que tal perguntarmos a um louco? Ele se sentiria "nos ares" ao responder. - Esse trocadilho foi realmente tosco - Mas a loucura tem lá suas coisas boas sim. O convívio social, perda da timidez, idéias novas, e até geniais. Posso dizer que a loucura é o meu limite.
Confesso que vivo um pouco "no mundo da lua".
Meu mundo imaginário é tão proximo do real, que as vezes me pego falando sozinho. Acho que todos tem um pouco desse lado "louco", não é?
Já ouvi teorias de que seus pensamentos vão pra algum lugar do tempo e espaço, e por lá ficam, até você querer que ser tornem realidade. Outras teorias dizem tudo que você pensa, tudo, sem excessão, o "universo" cria. Logo estes querem que sejamos otimistas, pois bons pensamentos trará coisas boas. Mas na prática, não é bem assim. Existem decepções, e coisas ruins. E as vezes ficamos naquele jogo de "e agora, o que eu faço?"
Os sábios e experientes, dizem que nunca devemos desistir, pois não ha obstaculo que nos tire à vitória.

A loucura, pra mim é um universo paralelo, onde estou e não estou ao mesmo tempo. Seria engraçado dizer isso aos fisicos clássicos. Mas quem me prova que eles também não eram loucos? Vai saber.
Confesso que já tive oportunidade de experimentar essa loucura instantânea tão divulgada hoje em dia, mas não a quiz. Talvez por medo, ou por ir contra meus principios sobre a saúde, simplesmente nunca quiz. Não posso condenar que faz uso dela. Talvez queiram chegar ao meu mesmo mundo imaginário que chego, mesmo acordado.
Um louco é ator e espectador da próprio vida. E na verdade, é muito louco pensar nisso.

Mas, é bom ser normal de vez enquando.