quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A amável loucura

Se alguem lhe desse um convite a loucura, vc aceitaria?
A loucura de que falo não é a instantânea, a provocada por aluninógenos, é uma loucura "natural". Entendo loucura por, misturar o real com o imaginário. Deve ser fantástico fazer tudo o que sempre quiz, em um mundo só seu.
Viajar na memória tão profudamente que parece que seu passado volta ao presente, e tudo a sua volta cria vida. As vezes pode dar medo, ou muita alegria. Mas, não é real.
Aí está, a questão da realidade, até que ponto posso saber o que é real? O que é percebido pelos nossos sentidos? Não, o oxigênio que é essencial na nossa vida, e nos passa despercebidos, mas mesmo sabemos que é real.
O que há entre o real e o imaginário? São tantas perguntas que não consigo responder. O bom da imaginação, é a liberdade, as idéias soltas no ar, só esperando você usa-las. Bom para poetas, escritores, ou romanticos em uma cena favoravel.
Talvez seja facil saber a distância da realidade e da imaginação, que tal perguntarmos a um louco? Ele se sentiria "nos ares" ao responder. - Esse trocadilho foi realmente tosco - Mas a loucura tem lá suas coisas boas sim. O convívio social, perda da timidez, idéias novas, e até geniais. Posso dizer que a loucura é o meu limite.
Confesso que vivo um pouco "no mundo da lua".
Meu mundo imaginário é tão proximo do real, que as vezes me pego falando sozinho. Acho que todos tem um pouco desse lado "louco", não é?
Já ouvi teorias de que seus pensamentos vão pra algum lugar do tempo e espaço, e por lá ficam, até você querer que ser tornem realidade. Outras teorias dizem tudo que você pensa, tudo, sem excessão, o "universo" cria. Logo estes querem que sejamos otimistas, pois bons pensamentos trará coisas boas. Mas na prática, não é bem assim. Existem decepções, e coisas ruins. E as vezes ficamos naquele jogo de "e agora, o que eu faço?"
Os sábios e experientes, dizem que nunca devemos desistir, pois não ha obstaculo que nos tire à vitória.

A loucura, pra mim é um universo paralelo, onde estou e não estou ao mesmo tempo. Seria engraçado dizer isso aos fisicos clássicos. Mas quem me prova que eles também não eram loucos? Vai saber.
Confesso que já tive oportunidade de experimentar essa loucura instantânea tão divulgada hoje em dia, mas não a quiz. Talvez por medo, ou por ir contra meus principios sobre a saúde, simplesmente nunca quiz. Não posso condenar que faz uso dela. Talvez queiram chegar ao meu mesmo mundo imaginário que chego, mesmo acordado.
Um louco é ator e espectador da próprio vida. E na verdade, é muito louco pensar nisso.

Mas, é bom ser normal de vez enquando.

2 comentários:

Jessica disse...

"ser diferente" ^^
é esse o interessante do dia-a-dia
'Veronika decide morrer' é um livro bom pacas, qe fala muito sobre a ponte entre entre o normal e a loucura, vale a pena.

Guilherme D. Dutra disse...

Obrigado pela sugestão, minha lindah ;)