As ideias vinham a mente a todo momento, mas ele não tinha tempo para anotações. A vida era muito corrida, mas ao mesmo tempo muito monótona. "Como alguém consegue viver assim?!", ele se perguntava. E no outro dia fazia tudo sempre igual. No caminho para o trabalho, no lanche, sonhando acordado, ou a todo e qualquer momento, ele tinha "estalos", como se a ideia fosse soprada em seus ouvidos, algo como fluxo de pensamento um ser invisível. Isso ninguém nunca irá saber. A energia é oscilante dentro e fora. A cada segundo ele desistia e voltava, como num age e reage a cada passo, a cada inspiração - no sentido literal da palavra. Nada faz sentido, afinal de contas. Se fizesse sentido, porque um texto seria escrito de forma tão desordenada, alguns pontos e virgulas aqui e ali, somente para um dar um respiro ao leitor. Você dorme e acorda, corre e corre, continua sempre no mesmo lugar. Será? Vivemos em um mundo de loucos? Talvez, conversar com um papel não é lá tão inteligente assim. Falar bonito não é necessário, o importante é passar a mensagem. "Vamos escrever nossas ideias!", a voz gritava. Nossas ideias? Mas não estou somente eu aqui? Cada maluco que me aparece. Ora, se estou somente eu aqui, quem seria o leitor? Seria eu leitor de meu próprio texto. Como espectador de minha própria vida. Se não perceberam, é uma pergunta retórica, e se não perceberam, não faço a mínima diferença entre senão junto ou separado. Somente sentia falta de falar. Falta de dizer a mim mesmo o que me fazia falta. Eu gosto de escrever. Sobre como eu vejo o mundo. Otimista ou não, é o mundo que está aí para se analisar antes de mexer as peças. Comecei o jogo dizendo que era um escritor em terceiro pessoa, e entreguei os pontos depois de oito virgulas ou mais. Tanto faz. Não vou editar. Não vou ler de novo. Vai ao ar da forma como digitei. Acho que nunca fiz isso. Sou perfeccionista. Corrijo e recorrijo três vezes. Dessa vez não. Expressão não o é quando lapidada. Expressão é emoção por si só, longe de qualquer razão. O escritor continua a escrever quando mesmo já cansou de ser leitor. E é hora de parar. Descer para o mundo real, e voltar ao jogo da vida. Amanhã é o mesmo dia, ou não. Hoje foi diferente. E quem era o escritor que não escrevia?
quinta-feira, 21 de maio de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Voltando para o blog
Fala galera, tudo certo?
Eu fiquei um bom tempo sem
postar aqui. No começo era por falta de tempo mesmo, mas depois foi dando uma
desanimada, e acabei por ficar 7 meses sem postar. E agora que minha vida tá
mais tranquila, vou conseguir dar mais atenção pro blog, e voltar a aparecer
por aqui.
Pra não ficar um post vazio,
vou contar pra vocês um pouco do que aconteceu nesses últimos meses.
Finalmente terminei meu curso
de Direito. Mesmo com as aulas “bem animadas” de Direito Ambiental e
Previdenciário – só que passou por isso sabe – o curso chegou ao fim. E como
dizem, fechei com “chave de ouro”, TCC nota 10. Tenho muito orgulho dessa
conquista. Com isso aprendi que DEDICAÇÂO é muito mais que tempo e dinheiro.
Não me contentaria com uma nota menor que essa, e sabia que brigar com os
professores não iria resolver. Então, antes de tudo, me propus a fazer um bom
trabalho. Pra quem gostar de Direito Processual Penal, o tema é “A
Inadmissibilidade da Prova Ilícita no Processo Penal”. Em síntese, trata de
quando se pode ou não utilizar uma prova “proibida”, no processo. Não vou dar
spoiler. Se ficou interessado, me manda o email nos comentários que eu envio. –
Só cuidado com o plágio. Vi amigos de classe rodando nisso aí.
A colação de grau ainda vai acontecer.
No próximo dia 25/02, em Cambé. Não convido vocês porque o pessoal que organiza
ainda não falou quantas pessoas cada aluno pode levar, mas assim que souber eu
venho aqui e falo.
No último mês de Novembro
também encerrei meu estágio na Delegacia de Polícia Civil de Cambé. Aprendi
muito nos 2 anos em que trabalhei lá. Quando entrei não sabia a diferença da
Policia Civil para a Militar. E eu que
sempre gostei da área penal, foi realmente uma oportunidade ímpar. Sempre vou
agradecer ao Del. Jorge Barbosa, por presentear a mim - e a tantos amigos
estagiários que fiz lá - com a oportunidade de aprender o mundo policial na
pratica. E lá também me diverti muito. Tenho muita história pra contar.
Sobretudo meus amigos Bruno, Alilia, Amanda e Danilo, que passei a maior parte
do tempo. Muitas risadas na hora do café rsrsrs.
"Te amo muito, vida s2"
Dia 05 de Fevereiro agora, eu
e a Hellen completamos três anos de namoro. Três anos com a mulher mais
incrível e perfeita do mundo. Cada dia que passamos juntos percebo que estou mais
apaixonado, e que meu amor por ela só cresce. Te amo, amor s2.
Para esse ano ainda não decidi
o que vou fazer: se começo uma pós-graduação; se pego firme nos estudos para
concursos públicos. Mas uma coisa é certa, não posso parar. Mesmo porque eu não
consigo. Esses dois meses sem Delegacia e Faculdade quase me deixaram louco
rsrsrs. Ah e ainda tem um livro que vou voltar a escrever. Eu dei uma parada
com ele, por causa do TCC, mas agora vou voltar. Os dois primeiros capítulos já
estão aqui no blog:
O Vilarejo da Neblina – ep. 1:
http://guilhermeddutra.blogspot.com.br/2014/02/o-vilarejo-da-neblina-episodio-01.html
O Vilarejo da Neblina ep. 2: http://guilhermeddutra.blogspot.com.br/2014/02/o-vilarejo-da-neblina-episodio-02.html
Por enquanto é isso galera.
Prometo que vou tentar postar aqui no blog com mais frequência. Voltar com os
textos sobre filosofia, religião, estudos sociais. Vamos voltar com o blog de
sempre, e ainda melhor.
Obrigado por ler até aqui. E
já aproveita e curte a página do blog no Facebook:
Valeu galera. Abraço. Até
mais.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Gratidão
Tenho lido muito sobre a gratidão, e sinceramente nunca
havia parado para pensar se ela realmente é importante. Estamos sempre em busca
de respostas. Uns a encontram na religião, outros na ciência, e outros ainda na
filosofia, mas eu tenho um certo problema de não conseguir acreditar piamente e
seguir a risca os manuais para a felicidade. Milhões de pessoas dizem:
"Faça isso mesmo, deu certo para mim, e dará certo para você!" Mas
para mim as vezes essas frases não passam de máximas tentando me fazer ser mais
otimista quanto a vida, mas não deixam de ser frases vazias, sem uma base
sólida para reforçá-la. Por diversas vezes, o meu ceticismo fala mais alto que
a minha fé.
Todavia, o que acontece com a gratidão é diferente, e direi
porque. A maioria dos mandamentos do estilo "pense positivo" ou
"espere o que deseja" se fundamenta no futuro, e o medo da frustração
nos faz questionar o método antes mesmo de tentar. Já gratidão, baseia-se no
presente, no agora. As leis da gratidão pedem simplesmente para ser grato pelo
que tem no presente, seja material ou espiritual. "Se você acredita que
não tem pelo que agradecer, agradeça por estar vivo" - li certa vez. O
objetivo desta técnica é tirar o foco do desânimo das coisas que você não tem,
como a casa ou o carro que gostaria de ter e ainda não conseguiu, e focar
naquilo que já tem, e ser grato por isso. É possível ser grato por sua saúde,
sua família, seu trabalho, ou até mesmo bens materiais, por mais simples que
sejam.
Acontece, que as vezes desanimo, e penso que a vida é
injusta, e neste momento vou ter que contar um pouco do que se passa em minha
vida a vocês. Bom, vamos lá.
Estou no último semestre do curso de Direito. No próximo
Novembro encerra meu contrato de estágio, onde hoje trabalho na Delegacia de
Policia da minha cidade. Neste estágio recebo com bolsa - auxilio a quantia de
R$ 655,00. Não tenho porque reclamar, pois a maioria das empresas paga aproximadamente
R$ 400,00. É empresários, valorizem seus estagiários.
A questão é que estudo em uma instituição privada, cuja
mensalidade está, e ficará até final do ano a R$ 480,00. Ou seja, sobra pouco
mais de R$ 150,00 para combustível, livros, alimentação, enfim, porque pode não
parecer, mas estagiário também tem vida, rs. E tenho muito a agradecer a minha
namorada, que já agüentou vários finais de semana de cinema em casa, para
juntar nossas economias. Hellen, amor, te amo <3 p="">
Aí você me pergunta:
- Ué Guilherme, então porque não sai do estágio e arruma um
trabalho que receba mais?
Então te respondo: A essa altura do campeonato?! Já fui
informado que esse semestre teremos dez disciplinas, fora o TCC, e querendo ou não, na Delegacia trabalho seis horas por dia, e assim um ganho certo tempo, pois que em uma empresa privada provavelmente trabalharia
oito horas por dia. Nesse meu tempo livre, tento responder questões de
concurso, trabalhos da faculdade, academia e tudo mais. Então não vejo vantagem
em sair do estágio faltando quatro meses para o fim do estágio, e cinco para o
fim da faculdade.
Logo, preciso de idéias para ganhar dinheiro. Me ajudem aí!
Mas voltando ao assunto - sim, isto é um diálogo - fico
desanimado porque vejo muita gente fazendo coisa errada, digo, desonesta, e
vive com uma tranqüilidade, e tudo dando certo, enfim, que corrupção, no
sentido literal da palavra, sempre existiu e sempre vai existir.
Acredito que minha sorte foi desde cedo apreender o valor
das coisas, e neste momento, trato de coisas materiais mesmo. Apreendi quando
recebi meu primeiro salário - que foi R$ 100,00 - que somente poderia gastar
até ali, não mais que aquilo. E assim faço até hoje. Aí você me pergunta de
novo: Ué Gui, mas isso não é o mínimo do controle financeiro?! Para mim é sim,
mas cada dia que passa aumenta o numero de pessoas com nome dos cadastros de
devedores, e isso vejo de perto, com familiares e amigos. Em síntese, posso
dizer com toda certeza, a corrupção é a falta de caráter. Você pode ser rico ou
pobre, feio ou bonito, gordo ou magro, caráter é dever moral, com os outros e
com você mesmo, e desde pequeno apreendi ótimos valores, e o maior deles, ser
honesto.
E em meio a livros de Prova Ilícita no Processo Penal - meu
tema no TCC - leio sempre sobre filosofias e modos de ver a vida, e a questão
da gratidão me chamou atenção, e decidi escrever este texto. Será que realmente
funciona?
Diferentes dos outros textos deste blog, gostaria realmente
de um diálogo. Gostaria de saber sua opinião sobre "gratidão". Já
teve alguma experiência com isso? O que sabe sobre ela? Me conta aí.
Agora, se você se emocionou com a minha história, e quiser
me ajudar, estou aceitando doações (é sério), e dicas de para trabalhos que
possa fazer em casa, nas horas vagas. Entrem em contato comigo pelo email
guilhermeddutra@hotmail.com, e já adiantando, tenho curso de Web Design e
redação comercial (óia!). E na equipe também temos advogados, contadores e
profissionais em relações públicas. Ou seja, ótimo negócio!
Obrigado por terem lido até aqui. E quem mora em Cambé-PR e
região, participe da nossa "Campanha do Agasalho" deste ano, para
ajudar as vitimas da enchentes no nosso Paraná. Mais informações peço que
entrem em contato pelo email também.
Abraço, e até mais.
3>sexta-feira, 2 de maio de 2014
Amigos
Achei no fundo de uma gaveta essa camiseta velha, amassada e cheia de furos. Esta, faz-me lembrar do dia em que ganhei, 07/06/2009. Melhor presente de aniversário que poderia imaginar, meus amigos fizeram uma camiseta com a letra de uma música que escrevi - que até hoje não fez sucesso algum, rs.
E esses amigos estão comigo até hoje.
Somente gostaria de agradecer. Obrigado Hell, Kevin, Jão, Juh e Bruno.
Sei que irão reclamar "Ó o Gui sem noção postando as fotos das antigas". Mas é isso aí galera.
Sei que irão reclamar "Ó o Gui sem noção postando as fotos das antigas". Mas é isso aí galera.
Obs¹: E já prevejo as piadinhas: - No próximo aniversário te dou um ferro de passar roupas.
Obs²: Não vou postar as fotos do bolo do Rebelde (que fico top!). Se quizer ver procura lá no Orkut. Abraço.
Obs²: Não vou postar as fotos do bolo do Rebelde (que fico top!). Se quizer ver procura lá no Orkut. Abraço.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O Vilarejo da Neblina - Episódio 02
Era um dia comum, Padre Augusto caminhava pela Igreja quando duas pessoas abriram a porta com muita força e rapidez, fazendo um enorme barulho. Eram Roberto e Joana, que entraram correndo pela Igreja, e foram diretamente para o nono banco, contando a partir da porta. Ao arrastarem o banco, encontram debaixo do mesmo um papel, que ao abrir notaram ser outra carta do possível sequestrador. E era a mesma grafia, onde dizia: “Muito bom senhores. Se chegaram até aqui estão de parabéns. Estou animado com esse jogo, fazia tempo que não me sentia tão bem. Sophia esta bem também, esta adorando os cereais, e as histórias que lhe conto. Uma delas eu gosto muito, chama-se "A Odisséia", conta a estória de um herói da Guerra de Troia, escrito por volta do séc. VIII A.C. Na contra capa do livro encontrão o que procuram. Boa sorte.
- Este cara está brincando com agente, não é possível. - esbravejou Roberto, esmurrando um banco da Igreja.
- Temos que ter calma e seguir as pistas. - pensou alto Joana.
Padre Augusto se aproximou devagar:
- Aconteceu algo meus filhos? Estão com os rostos muito pálidos.
- Minha irmã, Padre – respondeu Joana – foi sequestrada, e a pessoa que a levou quer fazer uma espécie de jogo conosco. Não vou aguentar tanta aflição.
- Minha nossa. Realmente é uma situação difícil. Mas vocês tem que manter a calma. Vou orar para que ninguém faça mal a Sophia.
- Agora, onde podemos encontrar esse livro? - Interpelou Roberto.
- Existe uma biblioteca aqui perto. Pode ser que seja lá que o sequestrador quer iremos.
- Isso, vamos para lá.
Assim, Roberto e Joana deixam a Igreja a caminho da biblioteca, levando consigo as orações e vibrações positivas de Padre Augusto.
O livro foi fácil de encontrar, principalmente com a ajuda de Sônia, a mais nova ajudante de bibliotecária no vilarejo. Exatamente como prometido, na contra-capa estava um bilhete: No local onde os vivos visitam os mortos, o primeiro morador do vilarejo, tem algo para lhes dizer. Infelizmente, ele somente falava uma lingua quase morta, somente falada no leste da Ásia,lugares como China e Taiwan. Espero que descubram qual. Boa sorte.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
O Vilarejo da Neblina - Episódio 01
E ai galera. Blz? Então, criei uma espécie de um jogo. É uma narrativa, com uma "lembrança" de RPG. Quem quiser jogar, borá lá.
É simples, uma vez por semana vou postar episódios do jogo, uma narrativa, aqui no blog, e vou avisar pelo facebook também, aqui https://www.facebook.com/gui.d.dutra e aqui https://www.facebook.com/blogdoguidutra?ref=hl.
Em resumo, o jogo se trata de um rapto de uma menina, onde um detetive está em sua procura. No fim de cada episódio eu deixo pistas, ou dicas. Então para jogar você deverá ler as pistas e mandar sua resposta para o email vilarejodaneblina@outlook.com (sim, ainda não tenho como bancar essas coisas). Quem responder corretamente, irei responder ao email, contando um pouco mais da estória, coisas que somente quem seguir no blog, não irá saber.
Peço que tenham paciência, pois é minha primeira narrativa, e com o tempo irei melhorar.
Então, resumindo: se souber a resposta pra onde levam as pistas, envie um email para vilarejodaneblina@outlook.com. No email deve conter seu nome, idade, e caso queira, seu perfil no facebook, pois se acertar a resposta, irei parabenizá-lo marcando você na postagem.
Pois bem. Bom jogo a todos:
"O Vilarejo da Neblina - Episódio 01"
Vilarejo Estrada de Ferro. Deram esse nome por uma linha férrea cruzar a cidade ao meio. Tanto que a dividiram: lado leste pertencia aos grandes comerciantes, e o lado oeste aos artesãos e pessoas de pequenas posses. Mesmo com a desigualdade, era um lugar tranqüilo. Em suma, todos se respeitavam. Era um povo feliz.
É simples, uma vez por semana vou postar episódios do jogo, uma narrativa, aqui no blog, e vou avisar pelo facebook também, aqui https://www.facebook.com/gui.d.dutra e aqui https://www.facebook.com/blogdoguidutra?ref=hl.
Em resumo, o jogo se trata de um rapto de uma menina, onde um detetive está em sua procura. No fim de cada episódio eu deixo pistas, ou dicas. Então para jogar você deverá ler as pistas e mandar sua resposta para o email vilarejodaneblina@outlook.com (sim, ainda não tenho como bancar essas coisas). Quem responder corretamente, irei responder ao email, contando um pouco mais da estória, coisas que somente quem seguir no blog, não irá saber.
Peço que tenham paciência, pois é minha primeira narrativa, e com o tempo irei melhorar.
Então, resumindo: se souber a resposta pra onde levam as pistas, envie um email para vilarejodaneblina@outlook.com. No email deve conter seu nome, idade, e caso queira, seu perfil no facebook, pois se acertar a resposta, irei parabenizá-lo marcando você na postagem.
Pois bem. Bom jogo a todos:
"O Vilarejo da Neblina - Episódio 01"
Vilarejo Estrada de Ferro. Deram esse nome por uma linha férrea cruzar a cidade ao meio. Tanto que a dividiram: lado leste pertencia aos grandes comerciantes, e o lado oeste aos artesãos e pessoas de pequenas posses. Mesmo com a desigualdade, era um lugar tranqüilo. Em suma, todos se respeitavam. Era um povo feliz.
Entretanto, em uma determinada época do ano, um clima sombrio se apoderava do pequeno vilarejo. Por um período de exato de setenta e dois dias, uma neblina densa baixava em todo vilarejo, exatamente a meia-noite, e somente se esvaia com o nascer do dia. Ninguém entendia o que era aquilo. Chamaram pessoas que se diziam profissionais em clima, mas nenhum deles conseguiu explicar. Por um tempo acreditaram ser um charme do vilarejo, onde recebeu a alcunha de "vilarejo da neblina". Até o dia em que um rapto aconteceu. Uma menina, de aproximadamente oito anos, sumiu. Era uma noite, de neblina espessa como nunca houvera antes. Mas ao contrario dos dias comuns, pela manhã, a menina, de nome Sophia Rocha, não estava mais em seu quarto. O estranho, que não tinha nada fora do lugar, nenhum sinal de arrombamento das janelas. Ela simplesmente havia sumido. Se Sophia tivesse nascido no lado oeste da Estrada de Ferro, essa estória teria um caminho diferente, mas como era filha de um famoso comerciante de especiarias, o pai, Sr. Julio Rocha, colocou em todos os cantos do vilarejo um cartaz, prometendo grande recompensa para quem encontrasse sua tão adorada filha.
Aproximadamente uma semana se passou, e nenhuma noticia de Sophia. Eis que chega ao vilarejo um senhor, um tanto quanto, estranho. Aparentando seus sessenta e tantos anos, vestido com um sobretudo bastante velho e um chapéu preto, o senhor dirigiu-se para taberna, localizada no lado leste do vilarejo. Na porta da taberna, encontrou o cartaz com o nome e uma fotografia de Sophia. Ao ver um senhor saindo da taberna, perguntou:
- Meu senhor, onde encontro a residência dos Rocha?
Ao que o senhor respondeu:
- Você deve estar atrás da menina que desapareceu. A casa deles fica naquela direção - apontando para o norte - acredito que a alguns metros daqui. Não fica muito longe, e é fácil de encontrar, há uma pequena placa na caixa de correspondências com o sobrenome da família.
E lá seguiu o velho senhor a caminho da residência da menina desaparecida.
Chegando lá, ao bater palmas, uma mulher sai pela porta e vem ao seu encontro:
- O que senhor deseja? Pergunta, ela, com um olhar um tanto assustado.
- Boa tarde senhorita, meu nome é Roberto Guimarães, sou um detetive aposentado, mas sabe nunca perdemos o faro - disse, com um sorriso no canto dos lábios. - Soube do sumiço de uma menina, é nessa residência, não é?
- Sim, é minha irmã - disse a mulher, cabisbaixa - ninguém entende o que pode ter acontecido.
- Será que eu poderia entrar, e dar uma olhada pela casa, e, principalmente, o quarto dela?
- Claro, espero que o senhor possa nos ajudar.
Joana, irmã de Sophia, levou o detetive até a porta do quarto de Sophia, que bem lentamente, abriu a porta do quarto. Estava escuro, pouca luminosidade que entrava pela janela. Guimarães então começou a olhar pelo quarto, mas tudo estava em ordem. Guimarães abriu totalmente a janela do quarto, e no momento em que a luz do sol entrou, Guimarães assustou com o que pode ver. Na parede do quarto estava escrito, com tinta vermelha vibrante, a palavra "espelho". Acreditando ser um jogo do possível "seqüestrador", Guimarães passou a procurar por todos os espelhos do quarto. No terceiro espelho que encontrou, embaixo da cama, havia um pequeno bilhete debaixo dele, em que o mesmo dizia: "Estranho essa neblina todo ano, na mesma época, não é? Acho que não agüentava mais esse clima de mistério, mas que nada nesse lugar acontecia. Por isso decidi que quero me divertir um pouco, para variar. Pois bem, chega de conversa e vamos jogar. É simples,dou alguma pista, e se vocês descobrirem a resposta, encontrará outra pista, e outra pista, que talvez, digo, depende de vocês, poderão encontrar o "tesouro". Pois então, a primeira pista: O que Sophia, uma garota de apenas oito anos, tem mais medo, e para onde vão pessoas que tem medos como esse? Será que precisam acreditar em algo superior? Irão suplicar a quem?
A próxima pista está debaixo do banco, cujo sua posição encontra-se no resultado da divisão do numero exato de dias que duram nossa fabulosa neblina, pela idade de Sophia.
Encontrem a próxima pista. Sophia lhes manda vibrações positivas.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
A escolha de acreditar no invisível
De muitas maneiras podemos acreditar no invisível. Como acreditamos em Deus, na sorte, no destino, entre outros. Defino invisível como, não somente o que não se vê, mas algo não presente neste plano, e, portanto, intocável. Acreditar em algo que não se vê, para alguns é fácil, mas para muitos outros é bastante difícil. Quem, em um primeiro momento, deixou de lado suas crenças para procurar uma verdade na ciência, física, ou filosofia, talvez não mais volte a acreditar no que não se pode ver.
Não quero, neste texto, discutir
a pura e simples religião. Pretendo colocar o foco na força da fé que algumas
pessoas têm em algo invisível, que ela não esta vendo, mas acredita, tem fé que
irá tornar-se real.
Recentemente li alguns livros que
falam sobre este assunto, mas estes eram voltados a aspectos da vida,
realização de sonhos, algo assim. O ponto principal era a força do pensamento.
Um desses livros pedia para acreditar que o que eu quero já era meu, em um
plano invisível, e que quando acreditasse que recebi o que quero, logo receberia
no plano físico. Mas, como acreditar em algo que pela minha vida aprendi que
não poderia acontecer? Acreditar, por exemplo, que, como quero receber R$
1.000,00, e me imagino recebendo o dinheiro, e por um lado fico feliz e
esperançoso por isso, mas meu lado racional esta “gritando”: como irei receber
por algo que não trabalhei em algum lugar específico para receber, ou que algum
conhecido irá simplesmente me entregar R$ 1.000,00? Então, como acreditar em
algo, não digo impossível, mas muito improvável de acontecer? A resposta sempre
é “tenha fé, confie e acredite”. Agora, como aprender a ter fé? Se alguém aí
souber, por favor me ensine.
O
ponto é, do jeito que você leva sua vida agora, você acredita que é a vida que
imaginou? Esta realmente feliz? Se a resposta for sim, ótimo, continue assim.
Agora, se for não, temos que entender que algo não esta está dando certo, e
corrigi-lo. Temos que mudar. Mas como? Começamos pelo pensamento, mudar a
maneira de pensar. Isso mesmo, novamente voltamos ao “pensamento positivo”, pois
é o pensamento é fácil de mudar, dizem. Em outro livro, o autor disse “se não
esta satisfeito com sua vida, te convido a seguir meus conselhos, pois se
continuar do jeito que está, somente vai ter “mais do mesmo”, ou seja, não vai
a lugar algum, e se você me seguir, poderá conquistar o que conquistei (o autor
é multimilionário), e muito mais.
Abrir uma brecha para a fé o pensamento positivo em uma mente cheia de pensamentos
racionais? Não será fácil, mas se eu ficar rico, eu aviso vocês. Quem está
comigo?
Um conselho: leia o livro “Os segredos da mente milionária”. Excelente livro.
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