domingo, 8 de janeiro de 2012

O amor é?

O amor é pirata desorientado,
Desastrado, perdido em alto amar,
O que faz é apenas sonhar,
Enquanto se vê naufragado.

O amor é veneno vencido,
Se afoga na imaginação,
E se prende na solidão,
Sem nem a certeza de ter perdido.

O amor é tempestade de verão,
Arco-íris tarde ou cedo,
Sempre temos medo,
Esperar em vão.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A fonte de incredulidade


No princípio o homem acredita que tudo era dádiva ou castigos de um poder superior. A chuva, a seca, a fome, a boa colheita, tudo vinha dos céus. Até que uma corrente filosófica começou a estudar a natureza, e seus fenômenos. Logo descobriram que tudo se desencadeava de maneira simples e lógica, não precisando nenhum poder sobrenatural.
Essa corrente de pensamento, quecomeçou na Grécia por volta do século V A.C., estudava a essência de todas as coisas, a ligação homem - natureza.
Naquela época e região, o povo era politeista, acreditavam em vários Deuses, como a mitologia grega e nódica nos ensina. Mas por volta do século IV D.C., junto com a queda do Império Romano, foi instaurada a Igreja Católica, que fundamentava seus dogmas em relatos feitos por pessoas que conheciam e as vezes conviveram, com um certo messias, Jesus Cristo.
Embora, e evidentemente, eu não possa provar, acredito em uma teoria que para mim é a mais razoavel em torno da história de Cristo e o livro sagrado Católico: são contos fantásticos.
Mantenham a calma senhores fanáticos, religiosos e conservadores dos bons costumes. Não estou dizendo que isso não existiu. Não estou dizendo que Cristo não era tão superior quanto ele foi. Mas temos que concordar em três pontos - e se eu estiver errado, gostaria de pedir que me explicassem o porque, mas claro, partindo da lógica, não do "achismo", tudo bem? - e são eles:

1) Vivemos em um mundo real: A física e suas leis regem a vida terrena. Leis de Newton, da gravidade, por exemplo. Pois bem, naquela época, não tinham todo esse conhecimento sobre a física, logo, precisam fantasiar sobre um, como diria Nietzsche, o "Übermach", um ser, ainda humano, mais superior aos demais, um virtuoso.

2) Os povos eram politeistas: A uma pessoa que acredita que raios são a fúria de um Deus, e a boa colheita é um presente do Céu, esperar que algo lógico saia de sua mente é pedir demais, não é?! E agora, pensemos: de que maneira se pode instruir um povo leigo, para ter o controle deles e de suas terras? Contamos à eles a verdade sobre os estudos físicos, filósoficos, politicos e ciêntificos, ou, criamos uma história em que um super-homem nasce e renasce, anda sobre as aguas, multiplica pães e cura doentes? E que, esse mesmo homem diz ser filho de um único Deus, que devemos seguir ordens, porque, apesar de ele ser extremamente paz e amor, sua ira e amão da justiça pesará contra os incrédulos e infiéis...?

3) Massa de manobra: Era o fim do Império Romano; o país em guerra, fome e carnificina. Era extremamente viavel que os paises se pacificarem. Mas precisariam de um bom plano. Então o estágiario diz:
- Senhor, que tal pegarmos aquele homem com toda sua alma filantrópica e de bom coração, e fazermos dele um super-homem?

Assim nasce o Cristianismo e a Igreja Católica. O Império Romano ruiu. A invasão Barbara. Divisão das terras em feudos. E assim começou a Idade Média, também conhecida como a "Era das Trevas". É assim chamado os mil anos em que a Igreja Católica constituiu poder maior que os homens, e maior que o Estado. Você deve estar se perguntando o porque de "Era das Trevas", não está?! Não é contraditório uma religião basea em Cristo, um homem até então bondoso e cheio de amor para com o próximo, ter tão má reputação de uma hora para outra?
Acontece que a Igreja Católica estabeleceu um "poder monarquista", bem parecido com o do rei,só que divino. Ela elaborava e aplicava as leis. E quem fosse contra a Igreja, ou blasfemasse, ou pensasse por si só em filosofia e ciência, eram cassados, assim como Copérnico e Galileu; e as vezes até quiemados em fogueiras em praça publica, assim como as "bruxas".
- "O tilintar de uma moeda no fundo da caixa, libera uma alma do purgatório". - Essa frase foi dita por um bispo, no filme "Lutero", o precurssor da Reforma Protestante. Embora tratar-se de ficção, ilustra bem minha opinião sobre o que acontecia na época, e claro, baseado nos livros dos que viveram lá.
A Igreja Evangélica começou com Lutero, em meados do século XV D.C.. Ela, baseando no Evangelho de Cristo, o inicio do Catoliscismo, a base do Cristianismo, funda uma religião que tras de volta a paz e o amor proferidos por Cristo. Nesse mesmo tempo a filosofia voltava à ser o centro das atenções: agora ela se ocupava não mais com a essência da natureza, mas com a do homem e Deus.
Assim a sociedade foi se dividindo entre católicos, protestantes e ciencistas, filósofos ou céticos. Sobre a sociedade de hoje, vou deixar para o próximo post.
O que me fez escrever esse texto, foi a idéia de que como o homem muda, e como muda o mundo. Como as instituições nascem boas, e como o homem as corrompeem. Estou disposto a crer em o "lobo do homem", de Hobbes. O homem é egoísta por natureza.
Agora queria deixar alguns pensamentos no ar: primeiro, eu não sou dono da verdade, nem quero tal responsabilidade. O que quiz fazer nesse texto é mostrar que precisamos pensar por nós mesmos. Se você tem uma dúvida, seja sobre religião, ciência, poítica, entra outras, não pergue para quem sabe, ou acha que sabe... Prefira aprender sozinho, vá atrás, estude, pesquize,chegue a sua própria conclusão, e depois, aí sim, discutir com amigos e professores é importante e necessário.
O segunto ponto que eu queria deixar claro aqui, é que minha intenção não é te levar a acreditar no que acreditoe muito menos fazer você deixar de acreditar no que você acredita. A culpa de você não se interessar pelos estudos não é totalmente sua. Foi a sociedade, o meio que o fez assim. Para a política é interessante manter o povo sem conhecimento, para assim ser mais facil de manipulá-lo.
Terceiro ponto: eu não sou católico e não sou evangélico, caso pensem que estou favorecendo uma Igreja e discrimando outra. Sobre a Igreja Protestante e seus dizimos absurdos cobrados para queimar cartas na "fogueira santa"; onde os pastores ficam cada vez mais ricos e os fiéis cada vez mais pobres, pretendo discutir sobre isso em um proximo post, este já deu uma idéia do que quero dizer com "pense por si mesmo".
Portanto, uma dica: estude!

domingo, 23 de outubro de 2011

A pessoalidade da vontade


O homem certamente é induzido pelo meio. Isso é uma verdade. Mas até que ponto ele é responsável pelos seus atos?
Existem correntes de pensamentos diversos sobre o assunto. De um lado pensam que o homem, quando age de acordo com a sua subjetividade, na verdade, ele age de modo pré determinado, induzido, alguns dizem ainda que coagido, pelo meio, pela sociedade. O homem então não tem vontade, ele simplesmente executa condutas pré-determiandas pelo meio.
De outro lado, outra corrente diz que existe sim influência do meio sob o ohomem, mas essa não é uma determinante na conduta humana, pois que a escolha de executa-lá é exclusiva do agente, onde este tem vontade e discernimento para tal.
Supondo no primeiro caso, que o homem é coagido pelo meio, eliminaria a intençao da conduta, assim dexaindo de existir o crime baseado em dolo, baseado na intenção do resultado.
Mas não acho que é isso que acontece. O homem tem sim escolha e discernimento para executar suas ações. Exceto em casos de deformidade mental, o homem tem conhecimento de seus atos e do que lhe é permitido e proibido, tanto moral quanto penalmente.
E não precisamos nos prender a matéria penal para discutir sobre conduta. Uma simples ação como entregar uma flor à namorada, por exemplo. Você executa a ação pois isso a deixaria feliz. De certo modo, o meio te influenciou a faze-lo, já que isso é tão com em filmes e romances. Mas o meio não pode coagi-lo a executar a ação, você só entrega flores a sua namorada se você quizer, não a obrigação nenhuma.
Portanto, o mérito ou culpa da conduta humana é toda e exclusiva do agente, do homem.

domingo, 2 de outubro de 2011

Carpe Diem


Aprender a viver, pois algumas pessoas apenas existem.
Máximas assim expressam muito de nossa vontade, mas não toda ela.
Como um verso de Clarice Lispector: "Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão".

Momentos ruins acontecem para nos fazer lembrar dos momentos bons, enquanto os bons acontecem para nos fazer esquecer dos ruins. E esse ciclo vicioso perdura por todo a vida.
É facil falar. Dificil fazer. Viver cada dia como se não ouvesse amanhã.
Temos problemas. Vivemos neles. Vivemos deles.
A questão não é ver um copo meio cheio ou meio vazio, a questão é como enxê-lo ou esvaziá-lo, porque não é para sempre que estará ali.
Mudanças e mais mudanças. Atitudes heróicas e outras muito covardes.
Tragédia e comédia competem no mesmo palco em que o Sol e a Lua desfila seus raios refletidos na gravidade.

Jovem cavaleiro, que por onde brandir o veneno de sua espada, possa ficar os destroços de um dia ruim. O Leviatã que te faz pensar em noites passageiras, que possa ser seu guia nos atos de coragem. E que Deus ilumine sua alma quando não mais resistir a saudade.

Esperança para que dias melhores virão.
Razão para saber discenir o erros dos acertos.
Emoção para saber colocar os olhos nos olhos, segurar a mãos leves de uma dama e faze-la sorrir.
Saudade para os melhores momentos de nossas vidas.
Vontade para faze-los acontecer novamente.
Inspiração para não faze-los de forma igual, e...
Destino, para saber que sempre seria assim.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vivendo para sempre


Os dois debruçados sob a janela, do segundo andar, de um hotel em plena madrugada de sábado:
- Sabe como é imaginar sua vida...- ela reflete indagando-se.
- Viver imaginando a vida? - ele responde.
- Quando imaginava minha vida, colocava cada ponto, cada detalhe, de como queria que fosse.
- E cada vez que se enchia de alegria...
- Vivia aquele momento como se fosse o agora.
- E agora acha que está vivendo aquele momento?
- Com toda certeza.
- Sonhava em enfeitar a Lua em uma madrugada de hotel?
- A Lua enfeitava meus olhos. As janelas de madeira, o abajur envelhecido, e vinho barato... Cada detalhe que faz desta noite a mais feliz de...
- Nossas vidas.
- Poderia viver esse momento para sempre.
- Quem disse que precisa acabar?
- Quando a luz do Sol iluminar a cabiceira da cama...
- Eu estarei feixando a janela no instante em que os raios de Sol pensarem em entrar.
- Viver para sempre...
- Em um quarto de hotel...
- Com lençois cor de vinho...
- Enquanto o Sol e a Lua dividem espaço...
- No quadrado mágico...
- Em que hoje te abraço forte...
- Comparando seus olhos com luar...
- Vivendo esse momento, para sempre.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Girassol


Trazer-te a mim como um sonho de verão,
Nas pétalas da primavera,
Onde nossos frutos serão amor e paixão,
E mesmo que passe todos os invernos,
Nossa estação será eterna.

Assim como a vida corre pelos trilhos,
Os degraus panorâmicos clichês,
Os presentes cor de chocolate branco,
Nos teus olhos brilhando,
E a silhueta balançando,
De um lado para o outro,
Assim como se gira o arco-iris,
Como o girassol no fim da ponte,
Quando o sol bate e reflete,
Dos seus mais intimos segredos.

E dos leves sorrisos,
Claros e felizes momentos,
Cristalinos quanto a fonte,
Das sementes que brotam,
Nas veias onduladas,
Quando o coração pulsa,
O calor vem soprando,
E soprando,
E soprando...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Monarquia Democrática

Era uma vez um grupo de pessoas que viviam de forma primitiva. Moravam nas florestas, plantavam e caçavam o necessario a subsistência. Eis que esse grupo cresceu, e com varios pensantes, temos varias opiniões contrarias. Isso gerou conflitos, guerras. E para por fim a elas, resolveram criar normas basicas de respeito mutuo a cada pessoa e sua propriedade. E cada norma desrespeitada, o que o fez pagará de forma igual como pena. Para garantir que essas normas fossem cumpridas, foi designado ao melhor grupo - seja de dos mais fortes, intelectuais ou populares - o trabalho de garantir, segurar, fazer cumprir o que agora era lei. Esse grupo maior é então o Estado.
Trazendo para os dias de hoje, para que o Estado pudesse cuidar da propriedade publica, e assegurar o direito a propriedade privada das pessoas, ele precisaria de ter como pagar o trabalho dos homens que fariam a segurança propriamente dita. Ou as intelações eletricas. Ou o serviço de tratamento de esgoto. Condições minina de existência para qualquer pessoa. E para pagamento destes serviços, o Estado arrecadaria uma certa quantia mensal, para todos os custos.
Perceberam como é uma linha simples de acontecimentos?! O Estado recebe as contribuições, paga para terceiros, ou próprios contratados pelo Estado para fazer o serviço.
Até ai tudo bem. Agora, vocês sabem o que significa Democracia?
Democracia quer dizer o "poder do povo". O Brasil é um pais de sistema democrático, onde as pessoas, os cidadãos, decidem quem colocar para cuidar do Estado. O povo escolhe quem vai garantir os seus direitos.
Agora olha para o Brasil. Você está feliz com o que vê?
Só usando como exemplo, vamos pegar a saúde. O brasileiro paga tanto de imposto por mês, seja na compra ou na venda de qualquer produto que seja de sua propriedade - percebeu? SUA propriedade... o que o Estado tem que intervir em uma venda ou compra sua?! - Enfim, seja na reformulação dos impostos de renda, INSS, ICMS e tudo mais.*Caso você queira apronfunda-se no assunto, aqui está um link sobre os principais impostos do Brasil: http://www.portaltributario.com.br/tributos.htm
Você paga tudo isso de imposto para ter um serviço de saúde que no minimo funcione, certo?
Se quizer pode voltar no começo deste texto, e lembrar as verdadeiras funções do Estado, que é: garantir os direitos dos cidadãos.
Mas, supondo que o serviço de saúde publica não funcione. Supondo. Você terá que contratar um serviço de saúde privado, sem que para isso você deixe de contribuir com o serviço de saúde publico, que no caso, não funciona. Ou seja, você paga por duas vezes, dois serviços, por algo que é dever do Estado garantir para ao cidadão.
Aí de repente lê-se no jornal: Desvio de dinheiro publico! Caixa 2! Mensalão!
E o que o povo faz: Nada.
Porquê, pensando bem, nem o Presidente sabia de nada, não é mesmo?!

Será que tem alguma coisa errada aqui?!
Se não podemos mudar esse país por nós mesmo, vamos mudar pelos nossos filhos, nossos netos, para que quando formos embora desse mundo, saibamos que construimos, ou reformamos, um país melhor, para todos.