segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Vilarejo da Neblina - Episódio 02


Era um dia comum, Padre Augusto caminhava pela Igreja quando duas pessoas abriram a porta com muita força e rapidez, fazendo um enorme barulho. Eram Roberto e Joana, que entraram correndo pela Igreja, e foram diretamente para o nono banco, contando a partir da porta. Ao arrastarem o banco, encontram debaixo do mesmo um papel, que ao abrir notaram ser outra carta do possível sequestrador. E era a mesma grafia, onde dizia: “Muito bom senhores. Se chegaram até aqui estão de parabéns. Estou animado com esse jogo, fazia tempo que não me sentia tão bem. Sophia esta bem também, esta adorando os cereais, e as histórias que lhe conto. Uma delas eu gosto muito, chama-se "A Odisséia", conta a estória de um herói da Guerra de Troia, escrito por volta do séc. VIII A.C. Na contra capa do livro encontrão o que procuram. Boa sorte.

- Este cara está brincando com agente, não é possível. - esbravejou Roberto, esmurrando um banco da Igreja.

- Temos que ter calma e seguir as pistas. - pensou alto Joana.

Padre Augusto se aproximou devagar:

- Aconteceu algo meus filhos? Estão com os rostos muito pálidos.

- Minha irmã, Padre – respondeu Joana – foi sequestrada, e a pessoa que a levou quer fazer uma espécie de jogo conosco. Não vou aguentar tanta aflição.

- Minha nossa. Realmente é uma situação difícil. Mas vocês tem que manter a calma. Vou orar para que ninguém faça mal a Sophia.

- Agora, onde podemos encontrar esse livro? - Interpelou Roberto.

- Existe uma biblioteca aqui perto. Pode ser que seja lá que o sequestrador quer iremos.

- Isso, vamos para lá.

Assim, Roberto e Joana deixam a Igreja a caminho da biblioteca, levando consigo as orações e vibrações positivas de Padre Augusto.

O livro foi fácil de encontrar, principalmente com a ajuda de Sônia, a mais nova ajudante de bibliotecária no vilarejo. Exatamente como prometido, na contra-capa estava um bilhete: No local onde os vivos visitam os mortos, o primeiro morador do vilarejo, tem algo para lhes dizer. Infelizmente, ele somente falava uma lingua quase morta, somente falada no leste da Ásia,lugares como China e Taiwan. Espero que descubram qual. Boa sorte.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Vilarejo da Neblina - Episódio 01


E ai galera. Blz? Então, criei uma espécie de um jogo. É uma narrativa, com uma "lembrança" de RPG. Quem quiser jogar, borá lá.
É simples, uma vez por semana vou postar episódios do jogo, uma narrativa, aqui no blog, e vou avisar pelo facebook também, aqui https://www.facebook.com/gui.d.dutra e aqui https://www.facebook.com/blogdoguidutra?ref=hl.
Em resumo, o jogo se trata de um rapto de uma menina, onde um detetive está em sua procura. No fim de cada episódio eu deixo pistas, ou dicas. Então para jogar você deverá ler as pistas e mandar sua resposta para o email vilarejodaneblina@outlook.com (sim, ainda não tenho como bancar essas coisas). Quem responder corretamente, irei responder ao email, contando um pouco mais da estória, coisas que somente quem seguir no blog, não irá saber.
Peço que tenham paciência, pois é minha primeira narrativa, e com o tempo irei melhorar.

Então, resumindo: se souber a resposta pra onde levam as pistas, envie um email para vilarejodaneblina@outlook.com. No email deve conter seu nome, idade, e caso queira, seu perfil no facebook, pois se acertar a resposta, irei parabenizá-lo marcando você na postagem.

Pois bem. Bom jogo a todos:

"O Vilarejo da Neblina - Episódio 01"

Vilarejo Estrada de Ferro. Deram esse nome por uma linha férrea cruzar a cidade ao meio. Tanto que a dividiram: lado leste pertencia aos grandes comerciantes, e o lado oeste aos artesãos e pessoas de pequenas posses. Mesmo com a desigualdade, era um lugar tranqüilo. Em suma, todos se respeitavam. Era um povo feliz.
Entretanto, em uma determinada época do ano, um clima sombrio se apoderava do pequeno vilarejo. Por um período de exato de setenta e dois dias, uma neblina densa baixava em todo vilarejo, exatamente a meia-noite, e somente se esvaia com o nascer do dia. Ninguém entendia o que era aquilo. Chamaram pessoas que se diziam profissionais em clima, mas nenhum deles conseguiu explicar. Por um tempo acreditaram ser um charme do vilarejo, onde recebeu a alcunha de "vilarejo da neblina". Até o dia em que um rapto aconteceu. Uma menina, de aproximadamente oito anos, sumiu. Era uma noite, de neblina espessa como nunca houvera antes. Mas ao contrario dos dias comuns, pela manhã, a menina, de nome Sophia Rocha, não estava mais em seu quarto. O estranho, que não tinha nada fora do lugar, nenhum sinal de arrombamento das janelas. Ela simplesmente havia sumido. Se Sophia tivesse nascido no lado oeste da Estrada de Ferro, essa estória teria um caminho diferente, mas como era filha de um famoso comerciante de especiarias, o pai, Sr. Julio Rocha, colocou em todos os cantos do vilarejo um cartaz, prometendo grande recompensa para quem encontrasse sua tão adorada filha.
Aproximadamente uma semana se passou, e nenhuma noticia de Sophia. Eis que chega ao vilarejo um senhor, um tanto quanto, estranho. Aparentando seus sessenta e tantos anos, vestido com um sobretudo bastante velho e um chapéu preto, o senhor dirigiu-se para taberna, localizada no lado leste do vilarejo. Na porta da taberna, encontrou o cartaz com o nome e uma fotografia de Sophia. Ao ver um senhor saindo da taberna, perguntou: 
- Meu senhor, onde encontro a residência dos Rocha? 
Ao que o senhor respondeu: 
- Você deve estar atrás da menina que desapareceu. A casa deles fica naquela direção - apontando para o norte - acredito que a alguns metros daqui. Não fica muito longe, e é fácil de encontrar, há uma pequena placa na caixa de correspondências com o sobrenome da família.
E lá seguiu o velho senhor a caminho da residência da menina desaparecida.
Chegando lá, ao bater palmas, uma mulher sai pela porta e vem ao seu encontro:
- O que senhor deseja? Pergunta, ela, com um olhar um tanto assustado.
- Boa tarde senhorita, meu nome é Roberto Guimarães, sou um detetive aposentado, mas sabe nunca perdemos o faro - disse, com um sorriso no canto dos lábios. - Soube do sumiço de uma menina, é nessa residência, não é?
- Sim, é minha irmã - disse a mulher, cabisbaixa - ninguém entende o que pode ter acontecido.
- Será que eu poderia entrar, e dar uma olhada pela casa, e, principalmente, o quarto dela?
- Claro, espero que o senhor possa nos ajudar.
Joana, irmã de Sophia, levou o detetive até a porta do quarto de Sophia, que bem lentamente, abriu a porta do quarto. Estava escuro, pouca luminosidade que entrava pela janela. Guimarães então começou a olhar pelo quarto, mas tudo estava em ordem. Guimarães abriu totalmente a janela do quarto, e no momento em que a luz do sol entrou, Guimarães assustou com o que pode ver. Na parede do quarto estava escrito, com tinta vermelha vibrante, a palavra "espelho". Acreditando ser um jogo do possível "seqüestrador", Guimarães passou a procurar por todos os espelhos do quarto. No terceiro espelho que encontrou, embaixo da cama, havia um pequeno bilhete debaixo dele, em que o mesmo dizia: "Estranho essa neblina todo ano, na mesma época, não é? Acho que não agüentava mais esse clima de mistério, mas que nada nesse lugar acontecia. Por isso decidi que quero me divertir um pouco, para variar. Pois bem, chega de conversa e vamos jogar. É simples,dou alguma pista, e se vocês descobrirem a resposta, encontrará outra pista, e outra pista, que talvez, digo, depende de vocês, poderão encontrar o "tesouro". Pois então, a primeira pista: O que Sophia, uma garota de apenas oito anos, tem mais medo, e para onde vão pessoas que tem medos como esse? Será que precisam acreditar em algo superior? Irão suplicar a quem? 
A próxima pista está debaixo do banco, cujo sua posição encontra-se no resultado da divisão do numero exato de dias que duram nossa fabulosa neblina, pela idade de Sophia. 
Encontrem a próxima pista. Sophia lhes manda vibrações positivas.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A escolha de acreditar no invisível


De muitas maneiras podemos acreditar no invisível. Como acreditamos em Deus, na sorte, no destino, entre outros. Defino invisível como, não somente o que não se vê, mas algo não presente neste plano, e, portanto, intocável. Acreditar em algo que não se vê, para alguns é fácil, mas para muitos outros é bastante difícil. Quem, em um primeiro momento, deixou de lado suas crenças para procurar uma verdade na ciência, física, ou filosofia, talvez não mais volte a acreditar no que não se pode ver.
Não quero, neste texto, discutir a pura e simples religião. Pretendo colocar o foco na força da fé que algumas pessoas têm em algo invisível, que ela não esta vendo, mas acredita, tem fé que irá tornar-se real.
Recentemente li alguns livros que falam sobre este assunto, mas estes eram voltados a aspectos da vida, realização de sonhos, algo assim. O ponto principal era a força do pensamento. Um desses livros pedia para acreditar que o que eu quero já era meu, em um plano invisível, e que quando acreditasse que recebi o que quero, logo receberia no plano físico. Mas, como acreditar em algo que pela minha vida aprendi que não poderia acontecer? Acreditar, por exemplo, que, como quero receber R$ 1.000,00, e me imagino recebendo o dinheiro, e por um lado fico feliz e esperançoso por isso, mas meu lado racional esta “gritando”: como irei receber por algo que não trabalhei em algum lugar específico para receber, ou que algum conhecido irá simplesmente me entregar R$ 1.000,00? Então, como acreditar em algo, não digo impossível, mas muito improvável de acontecer? A resposta sempre é “tenha fé, confie e acredite”. Agora, como aprender a ter fé? Se alguém aí souber, por favor me ensine.
O ponto é, do jeito que você leva sua vida agora, você acredita que é a vida que imaginou? Esta realmente feliz? Se a resposta for sim, ótimo, continue assim. Agora, se for não, temos que entender que algo não esta está dando certo, e corrigi-lo. Temos que mudar. Mas como? Começamos pelo pensamento, mudar a maneira de pensar. Isso mesmo, novamente voltamos ao “pensamento positivo”, pois é o pensamento é fácil de mudar, dizem. Em outro livro, o autor disse “se não esta satisfeito com sua vida, te convido a seguir meus conselhos, pois se continuar do jeito que está, somente vai ter “mais do mesmo”, ou seja, não vai a lugar algum, e se você me seguir, poderá conquistar o que conquistei (o autor é multimilionário), e muito mais.

Abrir uma brecha para a fé o pensamento positivo em uma mente cheia de pensamentos racionais? Não será fácil, mas se eu ficar rico, eu aviso vocês. Quem está comigo?
Um conselho: leia o livro “Os segredos da mente milionária”. Excelente livro.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

PEC 37/2011

Trabalho de pesquisa sobre a PEC 37/2011, apresentada ao Professor Mozart Rocha Gonçalves. Disciplina Direito Penal V - Leis extravagantes. Curso Direito, 7º Período, Instituto Catuaí de Ensino Superior - ICES. Cambé-PR.




A PEC 37/2011, é uma Proposta de Emenda Constitucional, expedida pelo Deputado Lourival Mendes da Fonseca Filho, que visa acrescentar o § 10 ao art. 144 da Constituição Federal, ao que enseja definir a competência para a investigação criminal somente para as policias federal e civis dos Estados e do Distrito Federal, e, por conseguinte, excluir o poder de investigação do Ministério Público, e outros órgãos que possuem poder de investigação.
Nas palavras do autor, as instituições que apoiam a PEC, são: a Ordem dos Advogados do Brasil, a Advocacia-Geral da União, a Defensoria Pública, a Policia Federal e as Policias Civis. E quem discorda é, somente, o Ministério Público. Ainda segundo Lourival Mendes, a OAB é autora da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN nº. 4.220 – e que a mesma pretende esclarecer que a Constituição não concede poder de investigação ao Ministério Público. “Investigar é produzir provas, e quando não disponibilizada as duas partes, tem-se quebrada a paridade de armas, um dos princípios do devido processo legal”. E diz ainda: “se o MP, que somente tem a função de acusar, também obter o poder de produzir provas, obviamente irá produzir somente às provas que lhe convém para acusação. Já a policia deve ser imparcial”.
A PEC 37/2011 causou polêmica nos meios sociais por buscar a extinção do poder de investigação de diversos órgãos, mas, principalmente, do Ministério Público. Para um cidadão médio, é importante que o MP continue a investigar, pois foi o MP que conseguiu desarticular e combater, mediante suas investigações, quadrilhas de contrabando, o tráfico de drogas, a pedofilia, e um dos maiores casos de desvio de verba pública da história nacional, o “Mensalão”.
Por diversos meios de comunicação, principalmente na internet, percebeu-se um grande número de pessoas comentando e discutindo acerca da PEC 37/2011, inclusive, existem várias petições e abaixo-assinados contra a referida PEC, que por estas pessoas, é chamada por “PEC da Impunidade”. Nesse ponto de vista, elas defendem que a PEC atenta contra o regime democrático, a cidadania e o Estado de Direito, e que também pode impedir o poder de investigação, como já dito, do MP, e diversos órgãos também importantes, como a Receita Federal, a COAF (Conselho de Controles de Atividades Financeiras), o TCU (Tribunal de Contas da União), as CPI’s (Comissões Parlamentares de Inquéritos), entre outros.
O escritor, consultor e publicitário Jorge Maranhão, em sua coluna no site “Congresso em Foco”, com o titulo “PEC 37: poder de investigação é a arma da cidadania atuante”, disse “retirar o MP da etapa investigatória é retirar a substância da acusação. É preciso impedir a exclusividade da ação investigatória, pois nada do que é exclusivo, é bom para democracia”.
Na minha humilde opinião, eu concordo com Jorge Maranhão, e diversos outros autores, em defender que a PEC 37/2011, não vai ser boa para o Brasil. Sabe-se que apenas três países vedam o poder de investigação do Ministério Público, que são Quênia, Indonésia, e Uganda. E mesmo que fossem países de primeiro mundo, não poderíamos compará-los com o Brasil. Fazendo uma analogia a “Leviatã” de Hobbes, o homem é corrupto, e o brasileiro não é especial, não é diferente. Deixar o poder a apenas na mão de um órgão, ou sancionar o poder investigar e coibir o excesso de poder de outro, não vai levar o Brasil ao auge de uma “democracia”, e sim a decadência de uma “tirania”.

Bibliografia:
• PEC 37/2011 – Proposta de Emenda à Constituição: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=507965
• Diga não a PEC 37/2011 – Brasil contra a Impunidade: http://www.mp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=4889
• Congresso em Foco: PEC 37, poder de investigação é a arma da cidadania atuante: http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/pec-37-poder-de-investigacao-e-a-arma-da-cidadania-atuante/
• PEC da legalidade contra o Estado – Terror: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/pec-da-legalidade-contra-o-estado-terror/

Em resposta ao trabalho, o Professor Mozart expressou sua opinião enumerando alguns itens a serem esclarecidos:
1. O mensalão não foi desvendado pela simples ação do Ministério Público
2. Não há como comparar as prisões obtidas pelo Ministério Público com aquelas feitas pela polícia em relação aos crimes de pedofilia e tráfico de drogas. As últimas são muito superiores
3. Não se pode fixar como cláusula que toda pessoa é corrupta, e não é. Há desvios, e esses desvios devem ser duramente reprimidos.
4. Pode haver excesso em qualquer instituição, e não me refiro exclusivamente ao MP, quando concentra-se poder sem que haja uma contrapartida, qual seja, a fiscalização por outro órgão alheio. Imagine a mesma instituição colher provas e denunciar, poderia haver um direcionamento para que somente as provas acusatórias fossem juntadas aos autos. Isso não é democrático. O que deve ocorrer é a apuração imparcial dos fatos.
5. Lógico que todos defendem que os corruptos sejam presos. Estigmatizar a PEC 37 como PEC da corrupção é totalmente inviável. O MP jamais poderia tratar o assunto dessa maneira, ainda mais por se dizer uma instituição democrática. Deve-se primeiro ouvir os dois lados e posteriormente tomar uma posição.
6. Na minha opinião, não deveria haver briga entre instituições e sim uma regulamentação sobre quais crimes o MP poderia investigar, bem como um órgão para fiscaliza-lo. Só assim estar-se-ia desenvolvendo a verdadeira democracia.
7. E se realmente houver crimes cometidos, que sejam presos os corruptos, independentemente de quem investigou.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Gui s2 Hellen

Hoje acordei meio pensativo. Foi como um estalo que aparece de vez em quando, que agente não liga muito, mas que hoje parei para pensar. "E ai, será que o que tenho hoje, o que sou hoje, é o que imaginava ser com 22 anos, quando ainda tinha 15 anos ou menos?"
E a resposta foi SIM! Por todas as coisas que já passei nessa minha vida maluca, percebi que o que me trouxe até aqui, fez com que hoje eu seja feliz.
E a pessoa que é parte essencial na minha felicidade, é você.
No próximo dia 05 faremos 1 ano e 4 meses de namoro, e 1 ano e 5 meses que conheci a mulher mais perfeita do mundo. Poderia passar anos aqui descrevendo todas suas qualidades, e não teria como mensurar o quanto você é importante e especial para mim.
Meu aniversário está chegando, e o único presente que quero é poder estar com você um dia mais. E todos os dias eu peço um dia mais, para poder provar o quanto te amo, e agradeço aos céus por ter me permitido conhecer o verdadeiro amor.







Hellen Brandão, eu te amo demais. E muito mais. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Questão de Fé




De uma vez por todas, entendão: Religião não tem nada a ver com moral. Calma, vou explicar. A religião é baseada em fé, um sentimento intrinsecamente subjetivo e individual. Ou você acredita, ou não. Uma vida social e moral, por sua vez, é o convívio com seres da mesma espécie  em que certa vez (de modo genérico e superficial) juntaram-se e inventaram regras para uma convivência pacifica. De certa forma, parece-nos que a primeira vista concordamos com essas leis que regem a vida em sociedade, com máximas do tipo "não faça a outro o que não quer que façam com você", entre outras. Como um parâmetro  temos o art. 5º da Constituição Federal de 1988, que prevê direitos e deveres iguais a todos, sem discriminação, de sexo, raça, religião, ou qualquer outra. 

Entende-se até então que o homem é um ser pensante. Instintivamente animal. Mas as vezes pensa. E esse homem necessita entender o que há por trás desse espectáculo  essa cena, essa peça de teatro, que é a vida. Não conseguindo meios cientifico  as vezes por não entende-los, as vezes por ignora-los, as vezes por comodismo, e esse homem não consegue crer que tudo que existe não surgiu do nada. Ele acredita que existe um causa maior. Algo ou alguém maior. E esse homem então forma a ideia de um ser superior, que vamos usar por exemplo, Deus. E esse homem, junto de outros que compartilham de suas ideias, e que, de alguma forma, um estalo, um dom, ou uma magica, eles conseguem escrever um livro de regras, que julgam ser morais e cultivar os bons costumes.

Pois bem. Até aqui sabemos que ao mesmo tempo que os homens criam leis para reger a vida em sociedade, eles criam religiões, para incentivar os bons costumes, baseadas em um ser maior, um ser imaginário, um ser sobrenatural, um ser metafisico. Veja bem. Algo metafisico é algo que não podemos usar os sentidos físicos para experimenta-lo, correto?! Ah, então quer dizer que eu não posso cobrar das pessoas que acreditem no que eu acredito, porque eu não posso provar para elas o que EU acredito?! Muito bem, parabéns!

A questão é que as pessoas confundem moral e ética, com crenças. 
Dizem que à uns dois mil anos, apareceu um tal Jesus, e disse ser filho de Deus. E que Jesus não escreveu nada. Os registos que há dele, é o que seu seguidores, ou discípulos  escreveram sobre ele. De tais registros, e também perto dessa época  escreveram um certo livro com valores religiosos, que vamos chamar de "bíblia".
Hoje é 21 de Fevereiro de 2013. Vê-se em qualquer site e jornais na televisão, homossexuais mortos por simplesmente serem homossexuais  As desculpas ou motivos? Que no grande livro de verdades morais e religiosas, estaria escrito que não pode existir relacionamentos homoafetivos. Que Deus criou o homem e a mulher... e a historia vocês sabem.
Ao mesmo tempo que acontecem os assassinatos, grupos dos direitos humanos e direitos de liberdade, discutem ao que para mim parece algo simples: a vida é muito mais importante do que uma frase que um suposto Deus, disse a um homem que escreveu em um livro a regra moral a dois mil anos atrás.
Conservadores dos bons costumes?! Hipócritas!
Os homens são falhos. Católicos  Evangélicos  Cardecistas, Umbandistas. É tudo questão de fé, e fé não se impõe, não se julga carácter baseado no metafisico, na crença de qualquer um.

Quantos ainda vão precisar morrer por crenças fúteis e sem fundamento? Pois então que voltem as cruzadas. Pelo menos não morrerão em nome de pastores com os bolsos cheios de dinheiro.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Discurso sobre a felicidade

 
Seja feliz! Simplesmente.
Seja e sempre esteja, feliz. Não deve existir à felicidade. O rico, o pobre, o branco, o negro, o gordo, o magro, a felicidade alcança a todos.
A questão é que as pessoas pensam que devem ter ou ser algo em material, algo no físico, para aí se tornarem-se felizes. Acredito que estão equivocadas quanto a ordem das coisas. Não que essa maneira não traga felicidade, mas este é o caminho mais dificultoso. A pessoa quer aquele carro, aquele emprego, e ela diz a si mesmo que precisa daquilo para ser feliz. Com muito perseverança e força de vontade, ela irá conseguir o que almeja a chance de desanimar, ou até desistir dos seus sonhos, é muito grande, pois quando não se caminha com a felicidade, a vida fica sem graça, meio morna, nublada, tediosa.
Aconselho-vos a serem felizes. Não precisa de motivo. Não precisa de algo sobrenatural, alem do alcance de nossas percepções. Você pode pedir ajuda ou agradecer a Deus, Alah, Buda, Zeus ou Odim, no final das contas, o que manda é o seu coração, não suas palavras. O que manda é o que você quer de verdade. E o importante é que seja feliz agora. Seja feliz para conquistar o que quer. A qualquer momento, pode aparecer o emprego dos sonhos, o carro do ano, a casa própria e tudo mais. o Dinheiro vem e vai o tempo todo. A diferença é você ter ou não ter o que quer, é você sentir-se feliz, porque sabe, que pode conseguir o que aquilo que quer.
E se ainda está pensando em um motivo para ser feliz, seja feliz por estar vivo. Acordar, correr atrás do ônibus, ganhar na loteria, levar bronca do chefe gente boa, estourar o cartão de crédito, tomar sorvete no domingo a tarde, ter que trocar o pneu no meio da estrada... enfim, tudo que a vida lhe apresentar, seja feliz pro estar aqui, e poder participar dessa aventura que é viver.
Encerro apresentado-lhes um poema do magnífico ator, escritor, poeta, Charles Chaplin

"A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher..."

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos..."