quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dançando com as sombras - Uma balada Gothica


Voando baixo nas asas de uma cobra,
Seu veneno é doce como absinto,
Dançando com as sombras dos egos góthicos,
Reconhecendo as paredes das sociedade conservadora.

É tão frio seu olhar,
E tão quente seu abraço,
Me sinto no Polo Norte,
De Mercúrio.

Se eu conseguisse mentir a mim mesmo,
Não voaria quilometros ao teu encontro,
Não me vestiria a carácter de sua época,
Muito menos me intitularia em seu nome.

Foram poucas horas,
Mas as mais intensas,
Não quis fracassar em frente ao meu reflexo,
No copo com gelo,
Só parei de dançar quando apagaram as luzes,
Do meu quarto.

domingo, 1 de agosto de 2010

À flor da pele


O sangue ferve quando o coração usa pedal duplo.
Adrenalina queima ao mesmo tempo que o deixa paralisado.
Senti o frio das montanhas e grita!
Percebendo estar na sua cama as nove da manhã.

Minhas noites tem sido assim.
Quando não estou caçando auroras boreais,
Fico imaginando as Luas da Idade Média.

Os vagalumes costumavam brilhar mais antes racionamento de energia.
Pobres luzes naturais.
Eles economizaram tanto que acabaram com o encanto.

O que faço hoje no trono deste Condado?
Mando cartas subjetivas ao meu amor.
Ela sabe que aonde estiver, estarei com ela.

Se até lá os vagalumes não entrarem em greve, claro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Por que temos medo de se apaixonar?


Por que existem pessoas que tem medo de se apaixonar?

Quando passamos por uma desilusão amorosa, ficamos com medo ou receio de nos apaixonarmos novamente. Por quê?

Bom, tentarei explicar aqui o que EU, particularmente EU, acredito. Não sei se de algum modo sigo alguma corrente de pensamento já existente.

Paixão. É o sentimento que mais dá ênfase a vontade humana. A pessoa pode se apaixonar por qualquer coisa que lhe de prazer, como por exemplo: jogar futebol, ficar na net, ouvir música. Mas a questão quero discutir aqui é a paixão de uma pessoa por outra.

Vamos partir do pressuposto que as pessoas necessariamente precisam conviver com outra, digo, conviver de modo afetivo, um relacionamento fiel e duradouro, para serem felizes.
Dentre essas pessoas, de modo geral, caracterizo-as de dois tipos: as que já se apaixonaram e as que ainda vão se apaixonar.
Ouço vozes gritando: - Nossa como você é radical! Eu nunca me apaixonei e nunca vou me apaixonar!
Ai eu digo: - Espera só pra ver! :D huahauahua

Mas de modo mais restrito, divido essas pessoas em: pessoas que se apaixonam fácil (que na maioria das vezes são românticos e poetas), e aos que dificilmente, ou quase nunca, se apaixonam.
Esses românticos são do tipos sentimentais, qualquer demonstração de sentimento mexe com eles. Um olhar, um gesto, uma carta, qualquer coisa, melhora ou piora seu dia.

Um detalhe importante da Paixão, é que ela não eterna. Ela é instantânea. Se você se apaixona por alguém, e tem certeza que está subitamente apaixonado por esse alguém, e no final de semana seguinte conhece outra pessoa que te deixa nas nuvens e pensando que agora sim vida tem sentido - nossa falei muito coisa agora neh :B huahauahu. Enfim, você poderá acreditar que não estava apaixonado pela primeira, e que só foi uma "quedinha" como dizem, mas a verdade é que você estava sim apaixonado, só que alguém lhe chamou a atenção melhor que ela, alguém que te demonstrou interesses em comum, ai você se apaixona pela segunda, e acha que a pessoa da sua vida, e assim a terceira, e a quarta, e sucessivamente.
Em contrapartida. se você, ao conhecer a segunda pessoa, que te abala sim, mas você não consegue esquecer em momento algum a primeira. Isso já deixou de ser Paixão, e se tornou Amor.

Contando um pouco das minhas particularidades (A), eu sou um romântico, sempre fui. Acho que nascemos assim, sentimentais. E em minha vida toda - como se eu já tivesse vivido séculos, estando nos meus vinte anos huahuahua - sempre me apaixonei pela garota mais simples e bonita da sala, a mais gente boa, e escrevia poeminhas e tudo mais. Até que conheci uma menina, mulher, que deixou de ser uma paixãozinha, e foi o amor da minha vida. Enfim, nosso relacionamento não deu certo, por conta da distância, trabalho, faculdade, enfim vários fatores que não deixavam agente ficar junto, e tivemos que nos separar. Para entender melhor que o que aconteceu, interprete meus poemas :)

Isso me leva a questão que elaborei no começo deste texto: porque as pessoas tem medo de se apaixonar?
Notei ultimamente que não tenho mais vontade de escrever poemas de um amor platônico, e nem vontade de me apaixonar de novo. Talvez porque ainda é muito recente o meu ultimo relacionamento, e o fato de eu ainda amar muito ela; mas é que não sinto mais vontade de conquistar alguém, aquela vontade que eu tinha a um ano atrás. Parece que é um medo de que posso errar e que vou me machucar de novo, algo assim.
E conversando com uns amigos, vi que a maioria passou por algo parecido, e por isso tem esse medo também.

O que posso dizer a respeito, talvez de uma solução pro caso que nem eu mesmo consegui superar, é que: cada caso é um caso, cada relacionamento, cada pessoa, tudo posso ser diferente, toda pessoa precisa de uma chance, e talvez até de uma segunda chance.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Dias frios


Eu gosto de dias frios.
O coração não precisa palpitar tanto.
Não precisa-se explicar aos mãos frias.
Não precisa encarar o Sol.

O vinho é seu principal ponto de partida.
As árvores não fazem sombra.
O silêncio toma seu lugar.
Tudo elegantemente sub entende-se.

Nos dias frios não se ouve o infernal som da cultura de massa.

sábado, 26 de junho de 2010

Sobre a defesa do Voto Facultativo

Postarei aqui um artigo de um trabalho que fiz no meu curso de Direito. O tema é "Vantagens e desvantagens do Voto Obrigatório e do Voto Facultativo".

(Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade)

Como libertário que sou, defendo o voto facultativo. Como pode um governo democrático impor o voto ao cidadão, este que muitas vezes não tem conhecimento da política, ou filosofia? Aí as autoridades reclamam das “vendas de votos”?! Ah por favor! Sejamos honestos. Qual cidadão que não participa da vida política ou pública em nenhum aspecto, ou que não tem nenhuma preocupação com o indivíduo e a sociedade, ou ainda não tem em seu coração uma centelha, uma partícula de patriotismo – salvo na época de Copa do Mundo – vai se prontificar ao estudo de seu voto para assim melhorar o país? Nenhum.
A realidade é que vivemos num país onde existem muitos estudiosos a cerca da sociedade, da ciência, da filosofia e da política, mas também temos pessoas morando em condições sub-humanas em muitos pontos daqui. Ainda existe a corrupção, principalmente pelos políticos, os mesmos que representam nosso país, aqui e lá fora, e essa corrupção me trás uma grande felicidade irônica.
O Estado declara o voto obrigatório. O cidadão, vendo na TV e jornais a corrupção que só aumenta, não vai se preocupar com o bem e futuro do país, mas vai pensar em seu próprio bolso, assim vendendo seu voto por às vezes poucos reais.
O voto sendo facultativo, isto não aconteceria, pois que votariam somente os interessados na política, e no crescimento do país.
Com base no artigo de Paulo Henrique Soares, “Vantagens e desvantagens do voto obrigatório e do voto facultativo”, acredito que cabe ao individuo decidir se ele tem ou não a obrigação de se preocupar com o bem do país, da sociedade, que, querendo ou não, interferindo na economia nacional, ele também estaria se preocupando consigo mesmo. Neste artigo o autor faz uma analogia sobre os pontos favoráveis do voto obrigatório e do voto facultativo. Analisando o texto, posso dizer com certeza que o voto facultativo é o que exprime melhor a liberdade do individuo, esta prevista de forma positiva no Art. 5º CF: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantido-se aos brasileiros e aos estrangeiro residentes no País as inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e à propriedade.
Os argumentos favoráveis ao voto obrigatório, que vão contra a minha opinião, não tem justificativas suficientes para impor o voto. Cito aqui alguns argumentos dessa teoria:

• “O exercício do voto é fator de educação política do eleitor.”

Sinto discordar, mas não é assim que acontece. Não existe educação política nas escolas, e disciplina de filosofia só voltou a ocupar a grade escolar de uns anos pra cá. O único exercício do voto que o eleitor tem hoje está acessível aos meios de comunicação, e estes, por sua vez, só mostram os desastres da corrupção política.

• “O atual estágio da democracia brasileira ainda não permite a adoção do voto facultativo.”

O atual estágio da democracia? Então agora temos regimes políticos “parciais”? – Aí garçom! Me vê uma meia-ditadura meia-democracia, por favor?! (...) Vivemos, ou aparentemente vivemos, em um país livre. Como e porque ainda temos a obrigação de votar em qualquer candidato, quando não estamos felizes com nenhuma das propostas sugeridas por eles? Isto é justo, ou vai de encontro com a concepção de “liberdade” no Art. 5º CF?
Como pode ver, os argumentos favoráveis ao voto compulsório, não são suficientes para prever a justiça ideal dentro de um governo democrático.

Concordando com o voto facultativo, encontrei escritos de Rita de Cássia Martins de Andrade (Juíza de Direito do Estado da Paraíba), que diz que o voto é um instrumento essencial da democracia. Para ela, a liberdade do voto não se dá na escolha do candidato, e sim na escolha de direito ou dever de votar. E ela ainda cita o Art. 1º CF, que diz: todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente.
Encontrei também escritos de Adriano Celestino Ribeiro Barros, advogado e autor de jornais e revistas especializadas em Direito. Ele defende o voto facultativo dizendo que um Estado democrático não usa do voto obrigatório, pois contradiz o termo “liberdade” na constituição. E ainda apresenta o Art. 14 CF, que diz:
A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

Podemos dizer então que, de certa forma, o voto obrigatório é ilícito perante a concepção literal de liberdade. Mas, como vimos em um dos argumentos dados pela defesa do voto obrigatório, o país não está pronto para receber tal liberdade. Talvez eles peçam uma meia-conservadora meia-liberal...?!

No final deste ano, irei exercer minha cidadania, ao votar, obrigatoriamente, no candidato que eu acreditar trazer os melhores benefícios a sociedade e ao cidadão brasileiro.

sábado, 19 de junho de 2010

O Poeta III: A Humildade


A humildade, comumente, é vinculada a um sentimento nobre do ser humano. Mas o poeta não deve vê-la assim.
A humildade é o que te deixa mais igual; faz-te procurar semelhanças sentimentais e materiais no próximo.
O poeta, como detentor da subjeção literal, não deve considerar-se igual aos os seus contemporâneos, pois que, verificada a diferença de pensamento e intelecto entre todos, por que a divisão de status seria uma atitude correta?
A humildade é a uma fraqueza. É um motivo, uma desculpa para o sedentarismo intelectual. Se eu sou melhor que alguém, por que tenho que baixar ao nível deste, para manter uma conversa ou discussão que não me acrescentaria em nada?
O único motivo razoável para alguém ser humilde pode ser o de que as diferenças intelectuais começam com oportunidades. Estas não dadas a todos, mas sim a minoria. Oportunidades do tipo colégios e faculdades particulares e caras, por exemplo. Mas isso também não impede que os prejudicados pela "má-sorte", não vá atrás do tempo perdido. Isso é o comodismo. Ai as pessoas esperam dos "sortudos" da vida um carisma, uma felicidade ao discutir e filosofar com seres preguiçosos.
A humildade pode ser algo bom, desde que, todos se comprometam a manter o mesmo nível intelectual.

Não vou começar a discutir sobre a humildade sobre o bem material, porque qualquer coisa que lembre comunismo e igualdade entre cidadãos não deve ser considerado como algo relevante ao avanço do ser humano.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

E eu aqui...


Jihad,
Golpes de Estado,
Eleições Presidenciais,
Greves,
Bombas Atómicas,
Telescópio Hubble,
Faixa de Gaza,
OVNI'S,
E eu aqui...

Descobrimento do Brasil,
Queda da Bastilha,
Guerra Fria,
Rock in Rio,
11 de Setembro,
Admirável mundo novo,
Heliocentrismo,
Semana da Arte Moderna,
E eu aqui...

Alcoolismo,
LSD,
H1N1,
Aids,
Lepra,
Depressão,
Infarto,
AVC,
E eu aqui...

Kamicazes,
Nazismo,
Esparta,
Império Romano,
Vikings,
Gladiadores,
Unos,
Islamismo,
Catolicismo,
Ismos e ismos,
E eu aqui!

Immanuel Kant,
Chico Xavier,
Getúlio Vargas,
Dom Pedro II,
Adolf Hitler,
Mozart,
Galileu,
Beethoven,
E eu aqui...